segunda-feira, 30 de julho de 2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Poderia estar em um estado simples de espirito, poderia estar apenas lendo um livro, deitada em uma cama vendo os minutos escorrerem na memoria. Ou poderia estar transando, bebendo, me masturbando, comendo, e me dando qualquer prazer fudido. Eu poderia, mas eu nao posso, eu nao posso fazer nada que nao me inclua de corpo e alma, mesmo que isso machuque meu corpo.
Eu deveria estar dormindo, mas preferi escrever, escrever para olhos que nao vejo, que podem me ver de tantas formas. Isso poderia ser perigoso, mas torna tudo mais excitante. Porem, repenso e compreendo que sao tantos olhos que nao veem o que eu escrevo e veem so o que tao pouco diz a meu respeito. Me julgam, as vezes me atraem e quase sempre somem.
Hoje, existe tanto e tao pouco dentro de mim. Permaneco com um olhar serio, carregado de medo e de desejo cego por outros olhares... Entao, o silencio. Agora nao existe mais nada entregue a mim, e eu preciso desesperadamente me entregar.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Nada muda, mas fico ate muito confortavel imutavel. Eu nao tenho nada que seja suficiente, tudo se tornou suportavel e infelizmente passageiro. Nada mais me pertence, inclusive o direito de amar foi me tirado.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Enquanto eu estava quase que distante de tudo, outros olhos vagavam vendo o Sol se por, nao pensava em nada. Mas quando a noite surgia, era uma mistura de melancolia e liberdade.
Tantos beijos, tanto fogo, tanta paixao, ardia e se calava de repente. Eu estava encantada, era como o Sol se pondo, eu nao conhecia, eu nunca tinha chegado realmente perto, so uma ideia de luz. Toda vez que tentava me aproximar, era como se eu soubesse que ia me queimar, entao eu quis apenas ficar calada esperando que ele se pusesse. Mas nao conseguia evitar, tudo isso de certa forma ardia dentro de mim. Depois, as nuvens passavam rapido demais, sem formas, sem brilho. Exatamente como eu me sentia... Andava sem amor, era como vagar, marchar. E me vinham epocas, me vinha dor e ao mesmo tempo um sentimento estranho de gratidao e angustia.
Entao eu sentei naquele banco sujo, de tantas historias, e pensei nas minhas. Pensei que poderia ter me explicado, poderia ter tentado ajeitar tudo com as palavras, mas preferi novamente me calar. O Sol ja quase se punha, e eu pensei, foi minha escolha, entao eu deixei o Sol se por, e agora fazia frio.