quinta-feira, 30 de setembro de 2010

somente sua

As palavras me fogem, toda vez que tento escrever sobre nosso amor. Mudo meu nome, pinto sua cara, arranho minha pele, inverto os papeis, deixo subentendido, porque é assim que vai ficar, escondido.
Nao me entendo. E olhe que tantas vezes ja parei para pensar... Deve ser medo, bentido coração, não quer sofrer de novo por amar.
Enfim, já nao sei mais o que dizer, não sei como te explicar, mas voce vai entender, que eu só sei te amar.

sábado, 25 de setembro de 2010

Mesmo de amores.

O mesmo amor que mata, ressucita.
O mesmo amor que adoece, cura.
O mesmo amor que sangra, cicatriza.
O mesmo amor que chora, sorri.
O mesmo amor que ama, odeia.
O amor que amo, é mesmo voce.

sábado, 11 de setembro de 2010

Volta pra casa.

Nas entrelinhas, o amor se esconde, na minha frente ele aparece, na tua cama ele adormece.
Por que voce nao para pra procura-lo?! Ele só esta querendo brincar, querendo se esconder de tudo, querendo que voce o procure, o encontre e o acolha.
Na sua cama o amor descansou essa noite, ele ficou vendo você dormir, beijou sua testa, analisou cada traço do seu rosto, deslizou no seu corpo, parou no seu coração e te aqueçou como nenhum cobertor jamais aqueceria.
Vesti minha camisola, eram 6:00 da manhã, peguei o onibus errado, fui parar no nada, na beira de estrada, nao sabia como voltar pra casa. Estava completamente perdida... Fui caminhando sem rumo. Cheguei em uma praia deserta, o Sol se abria dando inicio ao dia, o mundo parecia estar só começando, o vento batia com toda força, eu morria de frio e mesmo assim deitei na areia. Enfim, lembrei da nossa noite, dos nossos beijos, de suas palavras, e me senti aquecida como nunca.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

É a tristeza meu amor.

Minha vida diante dos meus olhos, parece tão inacreditavel... quando chego perto de por os pés no chão de cada sonho, algo da errado, eles deslizam, eu caio e novamente quebro a cara. Logo, nao me permitirei mais sonhar... Vou encher a cara com muita cachaça ao invés de com ilusões. Pelo menos nao ficarei lucida pra raciocinar tudo isso.
E cada vez que me olho por dentro, percebo, como sou fraca, vulneravel, como voce consegue me atingir tão facil. É tudo tão mediocre, tão ridiculo. A graça da vida se perde tão rápido, as esperanças se vao e quando elas morrem...
e quando elas morrem, o que voce acha que acontece? Bom, eu me deito no chão, olho diretamente pro teto, te vejo, te ouço, leio novamente cada palavra sua, e posso novamente sonhar. Mas infelizmente a realidade aparece rápido, e numa breve piscada de olhos enxergo um teto branco, feio, sem graça, sem cor. Enxergo uma realidade mais ardua ainda e me olho por dentro e vejo o quanto eu nao sou digna de nada e mesmo assim você me aguentou por tanto tempo.
A culpa é minha mesmo. Eu que tentei mudar a forma de ver as coisas e agora me fodo por enxergar de cara a realidade.

Nosso plano.

Entenda cara, entenda que eu só preciso que você me siga, vamos embora, essa jornada é nossa, embarca comigo nessa carroça. Não importa quanto tempo vamos demorar pra chegar, nesse mundo qualquer lugar é nosso lar. E que se foda tudo, que se foda o mundo...
Essas estradas todas, sendo guiadas por nossas músicas, por nossos olhos. Do que mais precisamos, senão disso? O mundo é grande demais, a vida é tão curta. Não temos tempo, vamos sair daqui, aceite minha proposta, vamos fugir.
Nos alimentaremos um da carne do outro, respiraremos o mais puro ar de liberdade, nossos ouvidos sopraram musica e receberão brisa.
Aceite, somente aceite. Busque o céu, me encontre e acredite, transformaremos asfalto em mel.

sábado, 4 de setembro de 2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mais uma de amor.

Enquanto eu pensava nas inumeras maneiras de como falar com ele, as pessoas ao meu redor se agitavam, gritavam, dançavam. Estavam muito felizes, vestiam boas roupas, não pareciam se incomodar muito com nada, era tudo motivo de alegria. Porem, pra mim, pra mim era muito barulho, muita felicidade, queria que a musica tocasse so pra mim, queria poder encher a cara só pra me iludir e rir de tudo isso depois.
Então, resolvi sair dali, sair daquele lugar tumultuado, sentei num banquinho do lado de fora do salão, começei a olhar cada estrela, cada prédio, tudo parecia tão distante, eu parecia tão pequena. Queria chorar, estava chorando. Era uma lágrima sincera, eu sabia que nao teria coragem de chegar nele, sabia que era só ilusão, que as coisas nao caminhariam do jeito que eu estava pensando e era tudo realmente distante e eu tão insignificante
Eu continuava ali, sentada, observando cada pessoa, cada garota com seu charme, dançando da forma mais sensual possivel, cada menino, com suas diferentes taticas de conquista e de chamar atenção. Tudo me oprimia tanto... Naquela multidão de gente, eu estava sozinha, só eu e o meu amor, alias, nem ele estava lá pra ao menos eu tentar por alguma das minhas ilusões em prática.
Depois de muito pensar, muito chorar, muito sorrir, resolvi voltar a dançar, dançar sozinha, dançar pra mim, como se o salão fosse só meu, como se a musica fosse só minha... e como se ele pudesse me assistir.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010