domingo, 26 de dezembro de 2010

Não sei para que diabos estou escrevendo aqui, parece sempre ser uma maneira indireta de reconciliação comigo.
Odeio me sentir inutil, mas que nunca se sentiu assim.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Não espero um para sempre, a garantia do hoje ja me aquece.
Te desejo agora, não espere o dia raiar, vamos fazer amor enquanto é cedo para vermos juntos o nascer do Sol.
Vem cá me abraçar e sentir tudo o que o meu corpo tem a lhe dizer.
Me encontrar sem voce é so mais um desencontro.
Se eu me entregar por inteiro e voce me devolver so uma metade?
Se eu render todas as minhas armas, se eu der o meu amor, eu estarei me matando?
Odeio dramas, odeio amor, melodias e afins. Mas um eu te amo muda o mundo.
E se eu parar por aqui? O que mais para comigo?

Tão perto, tão longe.

Me distraia com cada galho ameaçando tocar o vidro, observava cada céu que a estrada buscava,  estava olhando para o horizonte... Pura farsa. Meu corpo estava ali, sentado naquele banco de trás, preso a um cinto de segurança, mas eu estava longe, distante, depois de tudo que os olhos enxergaram, de todas as mudanças, de todo o tempo. Eu estava me procurando em algum lugar, tentando te encontrar e me trocando no desespero.
Eu já havia entendido que a minha necessidade não era por um local diferente, um outro ar, mas por um encontro, sim, um encontro comigo mesma. Errei, confesso... Achava que saindo desse meio iria me sentir melhor, me recolocar e tudo mais. Não, não foi bem assim, acho que até pior, terminei por unir duas realidades distintas e criar um unico caos dentro de mim. Nem lá, nem cá, eu estava precisando era do meio termo, o termo de ligação.
Foi na estrada, voltando para casa, aonde eu me reecontrei. Não sei se posso chamar de rumo ou de recompensa, mas entendo perfeitamente a minha busca, só vou me achar definitivamente quando lhe tiver ao meu lado, assim, só assim, eu terei meu eu comigo.

Uma parte

Estavamos rindo, abraçados, por um instante eu senti sua respiração.
Eu estava de costas, você surgiu de repente, não me lembro ao certo. Mas me recordo bem de ter olhado tão dentro de seus olhos, parecia um sonho. Você estava aqui, comigo, me abraçando. Eu tive vontade de calar o mundo e só ouvir sua voz ecoando em todo meu eu. Eu senti seu corpo protegendo o meu, me senti segura, bem como nunca. Por vez eu pude tocar seus labios, lhe roubar um beijo e te ter só para mim.
Então, eu acordei. Me deparei com a solidão, procurei sua mão, sua voz, seu calor, sua respiração, seus lábios e infelizmente não encontrei. Senti a tristeza, a angustia. Tentei dormir, sonhar, lhe encontrar novamente... Tudo em vão, tão frustrante.
Não sei se você sabe, mas és meu sonho. Meu bem, meu anjo, meu amor, eu te amo, te quero, eu espero. Mas quando a noite surgir, você promete aparecer de novo pra mim?

domingo, 12 de dezembro de 2010

As vezes é melhor eu nao saber e me contentar com o fato de você me fazer feliz. Vou deixar,

sábado, 11 de dezembro de 2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O coração continua a bater em portas fechadas. É assim que o amor funciona.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Um coração partido não faz mais do que tentar se reconstituir.
Uma mistura de amor com ódio. Uma oposição tremenda gritando dentro de mim.
Estou cansada de correr atrás, um dia, caminharei junto.
A indiferença é o que mais me enraivece.
Tudo que me resta é um corpo, uma alma e a parte, um coração.
Sou expressão continua de um mesmo sentimento sem forma, em todos os dizeres da emoção.
O amor já tem um abrigo, mas procura sempre um outro coração. Acho que se sente sozinho.
Odeio ser esquecida porque é o amor que sempre me lembra.
Minha necessidade é imensa, mas meu orgulho maior ainda.
Meu coração bate mais forte e meu corpo para de responder aos meus estimulos. Que droga é essa que chamam de amor?
Preciso de beijo, abraço, carinho e colo. Mas minha exigencia insiste em esperar por amor.
Eu quero um abraço, corpo com corpo, amor quente, calado.
Ninguem entende o amor, mas os cientistas mentem dizendo conhecer um coração.
Você quer meu amor? Por que não arranca logo meu coração?
O amor diminuiu ou foi esquecido?
É aquela velha historia de que voce se tornou segunda opção. É, eu me sinto assim.
Os sacrificios são necessarios ou só eu me fodo e nao chego a lugar nenhum?
Não irei me fazer de dificil. Afinal, já encontro muitas dificuldades para te ter, não irei por mais uma, tão superfula.
Pode vir buscar, meu amor ta aqui pra ser dado.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Um dia, será só nós dois. Depois, sera pra sempre.
Não importam o que lhe digam, só é entendivel quando passas a sentir.
O amor é foda
Digo mais, mais foda ainda é amar alguem.
Acrescento que é o que há de melhor no mundo.
O silêncio e o dizer de dois lábios se tocando.
Quando voce me quiser, meu amor estará aqui. Mas lhe aviso, ele odeia esperas.

Quando é verdadeiro

Era uma tarde chuvosa, convidativa para um filminho a dois e muito romance. Eles já haviam marcado de se encontrar nesse final de semana há uns 3 dias. Ele ligou pra ela lhe implorando desculpas, porque infelizmente ele não poderia encontra-la, já que sua mãe lhe obrigou a ficar em casa fazendo a porcaria da lição. Como boa namorada que é, lhe compreendeu.
Se passaram alguns dias e eles estavam um pouco afastados, ele andava cheio de tarefas, sempre se dizia sem tempo, ela tentava entender mas mesmo assim descordava. Os encontros sumiram, nem se quer iam ao mesmo ponto de encontro, procurar um pelo outro. Um banco no jardim delta.
Com saudades, ela resolveu fazer uma surpresa pra ele, apareceu em sua casa, havia alugado um filme para finalmente terem sua tarde romantica. Ele a explicou que precisava estudar, ela compreendeu e lhe disse que tudo bem, ficava assistindo o filme enquanto ele revisava a matéria, o que ela queria mesmo era estar com ele. Infelizmente, ela só obteve seu silencio diante de tantas pequenas declarações. Eu percbi nitidamente em seus olhos, as suas lágrimas, ela segurava o choro, mordia os lábios, no fundo dava pra entender sua vontade de rasgar todos aqueles papeis e mandar ele lhe dar ao menos um pouco de sua atenção, mas se conteve em terminar de assistir o filme e tentar lhe roubar um beijo sem graça.
Dai em diante, as coisas so pioraram. Ele não ligava mais pra ela, nem procurava saber como estava ou qualquer coisa minima do tipo, parecia diversas vezes que ele simplismente a ignorava, como se nao existisse.
Um dia, pra mim o dia mais triste de todos, eu a vi saindo pra fazer compras no shopping, sinto que ela queria distração já que sua cabeça girava sem entender o motivo do esfriamento tão repetino de seu namorado. Pocha, me da pena só de lembrar ela enxergando ele e mais uma garota, os dois rindo, eram bonitinhos, mas se tornavam horrosos diante da situação. Ela estava sem reação coitada, era uma mistura de desespero com tristeza, horrivel.
Ela passou dois dias enlouquecendo em casa, esperando a todo custo uma ligação se quer, mas infelizmente, ela so chegou no terceiro dia. Ele telefonou-lhe perguntando como estava, ela disse que bem, segurava algumas lágrimas, ele pediu desculpas por terem estado tão pouco tempo juntos, ela simplismente disse tchau e desligou. Depois disso não atendeu mais nenhuma chamada e foi pro banco da praça, ter uma tarde nostalgica. Se eu nao me engano, depois desse dia, ela passou a frequentar aquele local, todos os outros. Mas a tragédia quando é pouca, é bobagem. Ela avistou eles dois novamente, como um casal, aquela garota ao seu lado parecia querer rouba-lo. Eu queria poder abraça-la, dizer-lhe para nao tomar conclusões preciptadas, afinal ele ainda me parecia ama-la, só estava um pouco distante. Mas acho que a pedrada foi forte demais, eu vi o coração dela se despedaçando, eu a vi se despedaçando. Levantou daquele banco com o horror de todo tempo em que esteve sentada ali.
Se passaram uns 3 a 4 dias depois disso. Ele já estava aparentemente com muitas saudades e sinceramente, acho que nem percebeu o que tinha feito, talvez ela sentisse muita necessidade dele e ele nao estava tão atento a isto. No fundo, eu nao vi maldade. Mas para uma observadora como eu, é bem mais facil julgar. Eu acompanhava toda a historia e sabia que aquela menina com ele, não passava de uma boa amiga e que sua intenção nunca foi ignora-la. Burro, mas é um burro, homens nunca prestam atenção nos minimos detalhes. Não fazem idéia de que são eles que mudam o mundo de uma garota.
Depois de muito, sua ficha havia caido por completo, mas ela ja nao atendia mais suas ligações, inventava sempre desculpas para nao ve-lo e assim foi. Então, eu o vi na mesma situação que ela, estava la, indo em direção aquele banco, para ter as mesmas sensações nostalgicas.
O amor é incrivelmente lindo, ela estava lá, sorrindo.
Se um nega amor, já não existe mais relação.
O amor nunca sai do coração, as vezes ele para de bater pela mesma pessoa.
Por que o meu está sempre palpitando pelo mesmo individuo?
Enquanto existir amor, valera a pena.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Esquina

Para uns somos apenas esquinas, somos aquela passagem rápida entre ruas, a minima importancia, a insignificante diferença de uma curva, afinal poderia estar em linha reta. Para alguns somos avenidas, trechos enormes, pouco observados e descuriosos. Para outros somos ruas, temos algum tipo de ligação. Para tantos outros somos passeio, conforto, segurança. Tambem somos obstaculos, placas de sinalizações, semaforos, temos tantas funções metaforiadas por ai, basta nos enxergar nas mais idiotas das situações.
Perceba, somos motoristas de nossas vidas e temos um caminho cheio de pessoas travestidas em metaforas. Mas somos tambem a metafora na vida de um montão de gente.
Sei que para a maioria não passo de uma velha esquina, mas para alguem, eu ainda serei o mundo.
Diz que me ama? Tô precisando ouvir amor.

chega de titulos.

São nessas horas que eu me agarro a minha vontade de seguir em frente, eu entendo que chorar não vai trazer muitas melhoras, talvez um alivio momentaneo, mas que o que realmente cura, não é só o tempo, é a vontade de ser curado. Não se trata exatamente de fé, mas de acreditar.
Eu tenho vontade de me acabar, mas tenho consciencia de que nao passaria de uma garota dramatica fazendo isso, e mais que isso, tenho a noção de que sofrimento tem prazo de validade, e sofrer e se impedir de ser feliz, é achar felicidade no sofrimento.
Bom, eu vou enxugar minhas lágrimas e continuar caminhando, mesmo que sem rumo, quem sabe no meio da estrada eu não encontre algo pra me guiar... Porque eu acredito, acredito em mim mesma.

sabernao

A instabilidade emocional não só derruba as emoções como quem as sente.
Eu nem tenho como explicar, porque mal sei eu do que se trata. Mas é muito ruim, eu perco o controle sobre mim, vejo tudo preto, começam as tonturas, meu coração acelera... É uma mistura de angustia, com uma sensação estranha de djavu. É horrivel, eu me desespero, tenho vontade de chorar pra poder por tudo isso pra fora, mas eu fico seca por dentro, é destruidor.
Ao mesmo tempo o entendivel, se torna compreendido. Eu lembro bem a época que tive isso pela primeira vez e talvez eu saiba o motivo da segunda, mas procure esconder de mim mesma. Deixando que a vontade de se libertar, mexa com todos meus sentimentos.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Meu amor vai alem do que eu posso enxergar.
O caminho é longo mas destroi tão rápido as esperanças. Eu posso chegar sangrando ao fim, mas eu irei chegar.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Foda-se a distancia. Meu coração bate até voce.

Meu eu

Eu sou um pouco da minha estupidez, da impaciencia, agressividade, mas eu tambem sou um pouco do meu carinho, da felicidade, eu sou um pouco de oposições tão variaveis. Eu sou muito possessiva, ciumenta, as vezes orgulhosa, rancorosa, mas no fundo sei admitir meus erros, tento perdooar, olhar o lado bom das pessoas, afinal, todos nós temos algo a acrescentar.
Sou contrastes, cores, desamores. Sou nome, sobrenome, idade, altura. Bom, eu não sou o que pensam, mas por vezes me confundo o que dizem ao meu respeito. Alias, sou deveras confusa, preciptada, muitas vezes insegura. Mas não sou só defeituosa, sou alguem com alma, isso basta. Ficar citando qualidades me soa egocentrico.
No final das contas, eu sou um pouco de tudo, sou muito, sou tudo. Sou amor.
Maria Clara, meu nome.
Queria poder fazer desuso das minhas palavras, tendo a certeza de que voce ja sabe de tudo.
O meu amor é
quase foi
uma vez será
talvez depois

O meu amor
é meio intimo
meio louco
meio timido

O meu amor
é nervoso
inquieto
pavoroso
discreto

O meu amor
é sem graça
de graça
sem valor
vale amor

O meu amor
é alma
é corpo
é tudo
é pouco

O meu amor
é meio meu
inteiro seu.
"Às vezes se eu me distraio
Se eu não me vigio um instante
Me transporto pra perto de você
Já vi que não posso ficar tão solta(...)

Até parece que você já tinha
O meu manual de instruções
Porque você decifrava os meus sonhos
Porque você sabe o que eu gosto
E porque quando você me abraça
O mundo gira devagar"

Equalize- Pitty
Deixar tudo que vem a cabeça, escorrer pelo resto do corpo. Invadir outras almas, sugar outras mentes.

Quer casar comigo?
Deixa que o é meu está guardado, ninguem tira, ninguem mexe. Espero, o tempo vai me dar tudo que eu mereço.

Caindo

Onde se esconde o verdadeiro sentimento? Por traz de cada lágrima, cada decepção, cada sorriso, cada batida desesperada, se esconde um pouco mais. O fato de você amar alguem, não importa o tipo de amor, lhe faz estar acreditando no bem dela, de alguma forma, e assim, existem coisas inevitaveis que nos machucam, existe a dor. Mas quando voce cai, quando voce sangra, a dor é consequencia, quando alguem te empurra para o chão, a dor é causa.
Existem tantos tipos de pessoa por ai, todas classificadas na mais bizonhas das classificações, seres humanos. Me perdooem, mas a palavra humano, significa muito pra mim. Então, alem de algumas caracteristicas bem aparentes minhas, eu sou uma observadora nata, se você ainda nao percebeu. Amo observar, entender, acompanhar, é até uma forma de criar reflexos.
Mas voltando ao fato dos diferentes tipos de seres humanos, vamos pensar na hipotese já dita, um ser humano que lhe coloca no chão e lhe faz sangrar. Pra quem vê a cena e se priva de algumas constatações, é muito fácil julgar, a pessoa que lhe derruba é filha da puta, você é coitadinho. Será? Me perdooem novamente, mas esta no chão quem quer, nem paraplegicos andam rastejando, levante e siga em frente. Você é quem gosta de estar caidinho, pedindo arrego, fazendo cena, isso sim. Bom, mas seria uma generalização tosca, afinal, existem pessoas que se quebram facilmente, essas deveriam ganhar força e perder medo, mas como? Se nem coragem de seguir em frente tem.
E as pessoas que atiram? Não sei, eu vejo em todos nós, um pouco de atiradores. Querendo ou não, vamos machucar alguem e iremos ser machucados. É a vida, ninguem passa ileso a tantas quedas. Obvio que isso nao diminui a culpa, mas tambem nao a ascrescenta. Eu acho que sair derrubando deus e o mundo pro chão, não seja uma atitude digna de nenhum ser humano e tambem não acho que dar a mão pra o outro seja a atitude mais linda do mundo. Caiu, levanta. Aprende sozinho e cresce com o mesmo aprendizado.
Finalizando, para mim tanto atiradores, quanto caídos, fazem por continuar o ciclo vital, mas ficar no chão é burrice mesmo.
Ah, e só acrescentando, eu acho cicatrizes fantasticas.
Amor não engole só o coração, devora o corpo inteiro.

Dança comigo até não dar mais?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010


"Olhos fechados
Pra te encontrar
Não estou ao seu lado
Mas posso sonhar

Longe daqui
Longe de tudo
Meus sonhos vão te
buscar
Volta pra mim
Vem pro meu mundo
Eu sempre vou te esperar"

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Meu amor é consumista de mim mesma.
Se eu tiver que morrer, pra viver só pra voce, é sua sentença me matar com seu amor.
A ultima vez que eu me olhei no espelho, estava procurando seu reflexo.
Segurar as pontas e destruir todo meio, recomeçar do fim, chegar ao começo.
Palavras confortam a dor, mas so um abraço para acolher todas elas.
Meu amor não cabe em mim, ele precisa de um alguem pra guarda-lo.
Eu tenho um amor bem distante de mim, mas engraçado, eu sinto ele aqui batendo no meu coração.

Ressucitar a cada batida

Porque morrer de amor, nunca foi tão bom.
Sentir as emoções tomando conta lentamente, apreciar cada ultimo suspiro, roubar cada ultimo beijo, se entregar a todos os abraços, se sentir um pouco só, ter um outro sozinho pra ser um unico inteiro, sofrer pela ausencia, amar a presença, lembrar uma voz e sorrir, ouvir cada batida do coração e morrer, sabendo se estar vivo.

Vai alem do entendimento.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Nem que eu quisesse, eu ia me privar de sorrir, so pra chorar.
Fale eu te amo, diga amor, ouça amor. Estou ouvindo. Estou dizendo.
Era um jardim, um jardim imenso, rosas imensas, sonhos pequenos. Ela era uma menina ainda, uma protetora da infancia, nada de celulares, maquiagem ou qualquer merda do tipo. Andava com aqueles sapatinhos graciosos, laço de fita, vestido de xita. Era tão linda...
Agora, um jardim pequeno, conhecido, rosas se desabrochando, alguns espinhos. Ela, uma menina, sem definições proprias. Estava de calça jeans e blusa. Sorria, dois fones em seus ouvidos pareciam a tirar desse mundo. Ela olhava pra a escada da rua, ria, chorava, agradecia e se perguntava, o por que de tao rápido? Ela se abraçava a suas lembranças e sorria por ainda as ter, mas chorava por as ter como memória.
Era um amor, amor por um garoto, amor por uma vida, um passado, pessoas antigas. Era muito mais muito amor, foram exatamente dois anos. Dois anos que nao viu passar, ou viu, mas muito depressa. Aos poucos ela perdeu graça, ganhou forma, corpo, malicia, desejos. Começava aquelas bentidas transformações de adolescentes, espinhas, complexos, sentimentos aflorados e muitos outros transtornos.
Um dia, eu a peguei se olhando no espelho e se procurando. Acho que ela não se enxergava, nao se reconhecia. Mas o tempo continuou a passar e ela continuou menina, continuou com alguns hábitos, como o de ler gibis enquanto come, sorrir enquanto fala, ser amiga enquanto pode. Deixou um amor pra trás, aprendeu com o sofrimento e amadureceu com experiencias, como qualquer ser humano em sua sanidade, faz, prossegue a vida. Ela não sabia que tudo tinha seu momento e quando percebeu que dois anos haviam se passado em apenas alguns dias, o mundo havia caido. Lembro dela não saber se enlouquecia, ou tentava manter a calma, na esperança de que tudo voltaria como era antes. Sairía de casa e se depararía com aquela escada cheio de rostos tão conhecidos, agora perdidos... Mas não, não voltou. Bom, sofrer, ela sofreu, não havia perdido só eles, havia perdido tudo, não existia mais escadas.
Bom, a vida continuou seu rumo. Hoje eu a ando observando, como cresceu, mal se reconhece se comparando ao seu passado. Continua uma menina, agora um pouco mais confusa, mais firme, distante e cheia de paradoxos. Perdeu um pouco da sua educação, ganhou um pouco de frustração. Mas o principal, hoje ela tem amor, amor que lhe faltou a dois anos atrás. Conheceu novas pessoas e me parece feliz por esse ano.
Essa sou, na minha descrição infeliz de terceira pessoal do singular.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

-ç-

Por que me assusta tanto? Meu corpo nunca sai desse espaço. Só meus pensamentos, eles sim, me fizeram viver alem de onde meus pés poderam alcançar...
Eu me sinto mal vivida diante de todas suas experiencias. Então eu olho ao seu redor e vejo mil possibilidades diferentes, e eu destoando de todas 999. A angustia me consome, meus pensamentos me devoram, é sempre assim... eu tenho medo.
Você me fala tão pouco sobre sua vida, mas talvez seja melhor eu não saber do passado.
Cansei de educação. Foda-se quantas inimizades serão daqui pra frente.

domingo, 28 de novembro de 2010

complemento

Sou um balão furado
cheio de amor escapando,
sou um vazio,
um retalho de pano.

A toalha sozinha da mesa
pedindo por um vaso
sou um pouco de tristeza
um pouco de fracasso

Mas tambem sou um buquê
um jardim
Sou o resto da felicidade
por quem ainda gosta de mim.
Go all fuck yourself

Querer ia ria

Tem uma hora que cansa,
que se tornou tarde demais,
que falta dança,
que se precisa de paz.

Tem horas que da vontade de desistir
jogar tudo pro alto
não ligar pra nada
e buscar como sorrir.

Tem vezes que preciso de carinho
ou qualquer palavra doce
nem que seja só um pouquinho
um beijinho que fosse.

Mas todo tempo eu estou confusa
e não sei o que desejar
quero tudo ao mesmo tempo
quero poder amar.

Não volta mais

Uma carta a entregou,
Um anel e uma flor,
disse que sem ela
só havia a dor.

Naquele dia rolou até pedido,
foi de casamento
queria ser seu marido.
O maior tormento

Ela disse não
ele não acreditou
partiu seu coração
ficou tudo sem cor

Para ela, era só brincadeira
casamento era muito sério
Não queria compromisso.
Bateu o revertério

Depois que ele a esqueceu
ela se lembrou
de que seu maldito coração
ainda tinha amor

Mas ele já tinha partido
para uma nova vida
Enquanto ela
se dizia arrependida

Agora ela anda triste
e ele feliz
não arranjou ninguem quem a amasse
ele quem sempre quis.

Amar a mar

Amar é sonhar
sonhar é acreditar
acreditar é querer
querer é poder

E amar é graça
amar é livre
amar é massa
amar é louco

A dois é mais fácil
o sozinho é unico
o par é complemento
amor é sentimento

Sinto muito por amar
amar é sofrer
sentimos muito por desejar
querer nao é poder

Sinto muito por não ter amor
amor é bom
quem tem medo da dor
não controla o tom.

sábado, 27 de novembro de 2010

Não tenho razões pra te amar, simplismente te amo.

Foi-se

Não tenho mais vontade de nada, se não de musica, se não de você, se não de chocolate, se nao de dançar, se nao de escrever, se nao de ler, se nao de beijar, se nao de morder, se nao de abraçar, se nao de fugir, se nao de escapar, se nao de esquecer, se nao de lembrar, se nao de chorar, se nao de sorrir, se nao de ser, se nao de deixar, se nao de gritar, se nao de calar, se nao de confundir, se nao de explicar, se nao de consumir, se nao de poupar, se nao de amar, se nao de odiar, se nao de tudo.

desejo desejo desejo

Me pede pra te encantar, me acompanha, dança comigo. Deixa eu te enlouquecer, deixa eu enlouquecer... Me leva, me leva isso, pra bem longe de tudo, me abraça, deixa eu transformar tudo em desejo, me beija, não me deixa, eu te amo, não se esqueça.

Um cobertor, um chão, um fone de ouvido, algumas músicas e um dose de amor.
Tempo é remedio, relógio é doença.

Tudo

Sou um complexo perplexo com a vida.
Minha vontade é de dançar até meus pés nao poderem dar mais um passo e ao mesmo tempo é de escrever até meus dedos não poderem digitar mais uma só letra. Então eu me perco entre o amor e a curtição, entre a loucura e a sanidade. Decido que sou indecisa, assumo que sou mentirosa e me torno verdadeira...
Paro de dançar e continuo fazendo valsa com as mãos. Grito loucamente, esperneio, tudo na procura de silencio. Sento e penso que pensar não é o melhor a se fazer, começo a agir sabendo que é melhor parar e pensar. Enlouqueço, porque assim me encontro e me perco.
Porra, vontade de tudo ao mesmo tempo, é tão louco, é tão bom, é tão misto, é tão ruim, é tão calmo, gritar, calar, chorar, sorrir, tudo se torna tão intenso, tudo se torna .... tudo se torna...
nada.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010


Dançar pra me expressar, me sentir, me comunicar, dançar pra mim.

3 horas da manhã

Ser romantica

Eu gosto de ouvir eu te amo, gosto de ler palavras doces, não me importo em passar horas sonhando com o mesmo rosto, me imaginando na mesma cena água com açucar de uma comédia romantica.
Nunca vi graça em beijar qualquer boca, nunca me senti segura com qualquer abraço e não é qualquer mão na cintura que me faz sentir importante suficiente ao ponto de não poder ser deixada ir embora.
As consequencia de quem ama, essas já estao premeditadas desde o começo, mas infelizmente, amo amar e o amor me ama. Já brigamos e fizemos as pazes diversas vezes, hoje choramos e rimos juntos.
Se apaixonar é bom, todos os dias é melhor ainda. Eu não concordo muito com essa história de que temos que deixar livre quem amamos, já que se é realmente nosso, volta e esse blablabla todo. O certo é não sufocar, mas respirar a dois, é gostoso demais. Amor não exige medidas, receitas ou modo de preparo, mas alguns ingredientes são fundamentais e não excluo aquelas briguinhas não, tudo faz parte.
Me ama.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Andar andar andar

Eu lhe perguntei onde estava a felicidade, ela sorriu, continuou bordando, quantos e quantos bordados, todos tão bem feitos. Eu esperei um pouco, mas ela continuo sorrindo em silencio, então eu repeti a pergunta, ela parou de sorrir e me olhou fixamente nos olhos, eu fiquei um pouco sem reação mas nao desviei o olhar. Ela abaixou a cabeça e continuou a bordar, me entregou um de seus bordados, sorriu e entrou em sua casa sem uma unica palavra.
Bom, eu tambem não iria ficar enchendo a senhora com minha procura absurda, resolvi seguir em frente... Mais adiante encontrei um velho, um senhor barbudo, aparentava uns 90 anos bem vividos. Eu sorri, fiz-lhe os comprimentos e perguntei-lhe sobre a felicidade, onde podia encontra-la, então ele segurou minha mão, seus dedos asperos da vida ainda transmitiam um toque macio, confortavel... Eu não entendi muito bem, mas deixei pra lá, tinha pressa, agradeci e continuei andando.
Então eu encontrei um casal de jovens, caminhando, sorrindo, se abraçando, um casal que esbanjava amor. Olhava eles dois e admirava a graça de se estar apaixonado, então eu perguntei onde eles haviam encontrado a felicidade. Primeiramente eles riram, acho que não levaram muito a sério, depois eles perguntaram se eu era louca, eu disse que não, oras, fiquei séria e retruquei que só queria saber onde estava a felicidade. Pareciam tão felizes, achava que podiam me ajudar.
Bom, não foi uma conversa muito longa, nem ao menos produtiva, deixei eles irem, estavam um pouco assustados...
Então, parei minha procura, parei toda essa idiotice, parei com metaforas, parei com os pés no chão. Sabe, é dificil perceber mnha fragilidade, porque minha felicidade se esconde a frente dela e o amor por trás de tudo, como sempre. No fundo, no fundo, era ele que estava procurando, era ele quem estava procurando, e todos sabiam.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Pela honra

Morreram homens a troco de pátria
Enterraram almas a troco de nada
Então todo sacrificio parece em vão
Mas esses homens que morreram
Sabiam pelo que estavam lutando
Não fizeram mais do que sua obrigação
E hoje a glória está estampada
em cada tumulo
dando a eles, ressureição.


É por amor que eu vivo, só é de amor que eu preciso.

domingo, 21 de novembro de 2010

Uma despedida


Na verdade eu não tenho mais histórias para escrever, tenho só a minha para continuar. E tenho também a nossa, mas essa, eu já não sei mais como contar...

O que dói é a ilusão, a sinceridade só decepciona, depois passa.

sábado, 20 de novembro de 2010

→↨←


Será que aguentaremos a espera?

Então vamos ao altar

Sabe, até os 12 anos eu tinha fobia de casamento. Para mim não passava de perda de tempo e dinheiro. Oras, qual o objetivo de se casar, é tão mais fácil e economico somente juntar as tralhas e partir para a vida a dois.
Apesar de que eu sempre amei festas, casamento para mim era só pretexto para cerimônia! Alem de tudo, eu ficava me perguntando se realmente era preciso da benção divina e convidados para celebrarmos algo tão pessoal, se assim posso dizer.
Bom, eu nao via vontade em me casar e até sentia pena de quem partia para tal compromisso, deixar para lá toda a maré mansa de solteiro e acordar enjooado de uma rotina matinal.
Algum tempo já se passou e com ele, alguns acontecimentos, obviamente. Ver um casal de velhinhos na rua, se olhando com a mesma ternura de quando tinham 30 anos, tão nitido que o tempo passou e o amor prevaleceu, me deixa tão encantada. Sem contar o fato que eu começei a enxergar o casamento mais do que como só uma celebração e sim um ato conjugal, afim de que duas pessoas que se amam, se unam e assumam compromisso perante a qualquer força imáginaria, diante de tudos e todos, que celebrar não é tão necessário mas se torna divertido partilhar esse momento com quem temos afeto.
Deve ser ótimo acordar o resto da vida ao lado de quem se ama, vendo em cada noite fria, nascer um novo desejo. Nada de separações, frustrações ou coisas do tipo. Decidi que quero me casar todos os dias com a mesma pessoa, para sempre!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Tranquilidade por favor

Era um dia bonito, mais um dia como todos os outros 364 dias do ano, em que se tem dia e noite. Mas era um dia monotono, agua com açucar, colher de chá, um dia sem tempero, sal, sem graça, sem nada. Eu estava sentada na minha escrivaninha olhando pras mil folhas em branco, pensando em poder utilizar-me de apenas uma, só pra expressar o meu tédio... Mas o mar nao estava pra peixe e eu so consegui me irritar com aquelas folhas, saí amassando todas, derrubando meus objetos inuteis das estantes e qualquer coisa absurda que expressasse meu excesso de raiva. Não, não se questionem, "Mas meu deus, tudo isso so por que nao conseguiu escrever?"
É aprendendo com suas reações que você aprende a lidar com a dos outros, eu vi em mim, o ódio tomar conta, ódio de ter nascido, de estar viva, de ter folhas brancas pra escrever e nao sair nada, odio da minha personalidade, dos meus amigos, dos meus inimigos, do vento, do sol, da chuva, da hora errada que as coisas sempre acontecem, odio de tudo, absolutamente tudo. A mesma pergunta que qualquer uma se faz me vendo ter esses ataques, é a que eu me faço, "mas por que?"
Tambem não sei, não sei me controlar, não sei medir as consequencias, muito menos meus atos, sou uma tremenda filha da puta que reclama de boca cheia.
Apropósito, eu odeio tentar escrever e não conseguir!

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Eu quero poder desabar, saber que nao ira haver ninguem pra me segurar e desmoronar comigo. Assim, quando eu surgir dos meus proprios destroços, eu nao precisarei de nenhuma ajuda pra me por no meu lugar.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

entao, somente, mente, some, só.

Vou poupar o começo da nossa história, já que toda história tem um começo, mas nem todas tem um fim. Logo, seremos pra sempre um meio...
Não quero relatar o principio de tudo, nem as dramaturgias de um relacionamento como o nosso. Eu quero escrever pra você, não sobre você.
Então Lucas, tudo que eu nao consigo te falar diretamente, esta tão implicito em meus outros textos, eu sei que você sabe que sao pra você, que o que se esconde ali procura somente pela sua presença. Eu te amo tanto, te amo como amigo, como homem, como não esperava amar... Eu ainda ando aceitando todas as circustancias, mas você me da a certeza de que a espera vai ter um valor, e um valor imenso, no final de tudo. Eu ainda vou te chamar de meu, só meu, e meu coração vai ser todo seu, porque é so de você que eu preciso, te amo.

Eu não entendo como chegamos a tal ponto, mas o meu extremo te ama loucamente.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Young

Então olhar pra janela e ver um mundo de possibilidades, a vida chama por vida. Pra que sofrer? Não, não, só sorrir. Aos poucos tudo vai voltar ao normal e então eu nao precisarei fingir mais nada , pra ninguem, nem muito menos pra mim.
Aumentar o volume e deixar a energia tomar conta, o resto, so por hoje, que se foda.

Não é tão fácil quanto parece

Não, nem de longe é isso que eu quero. Mas já não da mais pra mim, eu estou me despedindo ao pouco dessa aventura a qual embarquei sem saber se iria encontrar algum pedaço de terra firme.
Não sei lidar com esse sentimento, não sei lidar com você. Eu estou me acabando por dentro e ninguem vê, ninguem vê como eu estou sofrendo por alguem que sinceramente, vem so me dando sinais de que nós não temos muito em comum e que já é chegada a hora de cada um seguir sua vida. Eu pedi, eu implorei pra não me magooar novamente, mas é inevitavel, amar esta subordinado a sofrer.
Posso estar sendo preciptada, fria, cega. Mas é a verdade, o amor nos deixa cegos, eu estou sofrendo as consequencias como uma terra em constante transformações, eu tentei sentar e esperar a brisa, mas so vieram tempestades, logo, meus olhos já nao veem tão claramente. Não preciso de explicações, as dispenso até, posso estar errando nas minhas previsões, mas por enquanto...
É essa a minha decisão, eu estou abandonando o navio e mergulhando em um rio de lágrimas.

domingo, 14 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Oh my baby

É uma noite agradavél, estou sentada fingindo assistir um filme, esperando você vir se ajeitar comigo no meu velho cobertor. Eu tentei resistir e não te dar boa noite, tentar resistir e nao te tocar, mas você é convidativo demais, é uma atração incontrolavel.
Procurei distração nos meus filmes, em minhas escritas, procurei distração no universo, nas estrelas, mas parece que nada é capaz de afastar você dos meus pensamentos, do meu desejo. Quando eu te olho, sério, tentando me impedir de te beijar, é quando eu menos resisto, quando eu mais quero te ter, acabar com essa sua pose de macho, um fajuto, não passa de um bobo apaixonado.
Esqueça amor, esqueça, o filme ja esta acabando, eu estou aqui sozinha, só esperando por você, a madrugada parece tão convidativa, deite-se aqui, acabe com esse gelo, vamos nos aquecer.

É olhando para trás quando eu encontro no meu passado, a minha esperança pra continuar nesse presente tão vazio.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010


Foi procurando um significado pra amar, que eu entendi o significado da vida.

Minhas métaforas

Um belo dia, não, não era um belo dia, não naquela época, hoje, hoje é quando eu posso finalmente caracteriza-lo assim.
Mas vamos começar, era um dia normal, tedioso como todos os outros aqueles dos quais não se espera nada, senão ficar o dia, esperando para que algo aconteça. Há não ser pelo fato dos meus pensamentos me distrairem facilmente e partirem de encontro a sua espera, o dia parecia morto. Alias, espera, ô coisa demorada e chata, é agoniante ter de esperar, mas pelo menos se aprender a saber um pouco da hora certa de ter nossos ganhos. Mas, sinceramente, eu ainda não aprendi a esperar, já estava para puxar o gatilho e atirar em todos aqueles bentidos relógios, obviamente não tenho nenhum revolver, mas existem outras maneiras de se matar o tempo, como jogando aqeula conversinha fora, ou até mesmo uma partidinha besta de cartas.
Já devo ter saído bonito do assunto, entao...voltando ao fato daquele dia estar um tédio e eu estar subordinada a simplismente observa-lo passar, consciente de que nada de novo aconteceria, me veio a chance de enxergar o mundo de outro jeito, é que a vida pode as vezes nos parecer muito triste, sem graça, descolorida, mas é bela, sim, é bela, não uma beleza estatica, mas uma beleza animadora.
Sabe, você ter chegado de repente, sem mais avisos prévios, foi a melhor surpresa que eu pude ter em meus gloriosos dias de tédio, acredite, foi e será até sempre, um belo dia.

Sem titulo

Sinceramente, me parece claro meu apego as palavras. Escrever pra mim, é terapia e não dom. Minha vida é uma poesia, eu represento o eu lirico e ela esta toda ai, para ser recitada aos poucos.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010


E só, só voce, tem o dom de me iludir e ainda assim me fazer sorrir.


E vai chegar uma hora que não será preciso dizer mais nada, o coração falará por nós dois.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

domingo, 7 de novembro de 2010

Linha torta

Não vou implorar pra você ficar, nem sequer mentir, te prometendo mais do que posso cumprir. Não vou sorrir se você me abandonar, mas nao vou morrer se for sincero. Ainda ando aprendo com a vida, mas o amor faz qualquer um crescer e ele, é consequencia de estarmos vivos. Não me compare, não espere nada de mim, porque eu mesma, não sei o que esperar.
Se é pra amar, peço algo em troca, sim, peço a verdade, ja que assim, eu sei o rumo qual meu coração deve tomar. Só por favor não me machuque, não há dor maior do que de um coração partido.

sábado, 6 de novembro de 2010

Deixa cair água

Hoje eu acordei me sentido suja, sentindo como se precisase nao tomar um banho, mas lavar minha alma e todas as impurezas que me cobrem.
Estranho, parece que eu absolvi uma camada parcial de culpa em coisas que nem da minha conta são, na verdade, eu me sinto mal por razões conhecidas mas não aceitaveis, e como uma forma bem idiota de poder as aceitar, eu as gostaria de suga-las por inteiro, sem precisar saber de nada e poder fazer com que elas nao me pertubassem o juízo.
Pode parecer fácil tirar tudo isso de mim, mas não, é facil você ligar o chuveiro, é facil você tomar um banho, mas pode parecer incabivel vestir roupas novas, se é que você entende minhas metaforas...
Enfim, vou esfriar a cabeça e pensar um pouco mais sobre tudo que anda acontecendo, tomar um bom banho e relaxar!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

wwww

Magia é iludir os olhos e ainda assim se surpreender.

Minha carta de despedida.

Mais uma vez eu havia saído, deixando tudo para trás, correndo para beira de uma praia, so com minha velha mochila nas costas e meu casaco do qual nao me desgrudava.
- Filho, eu já falei mil vezes que quando voce for sair, me avise, oras. Se acontecer alguma coisa, como eu vou saber?
- Relaxa mãe, nao vai acontecer nada.
- O mundo é perigoso, eu confio em voce meu amor, mas não confio é nos outros.
- Mãe, eu já sou bem grandinho e sei me cuidar, valeu?
Diabos, as pessoas sempre se metem na hora errada em nossas vidas, elas simplismente nao entendem o quanto é necessario pra uma mente cheia de problemas, ficar sozinho, esfriar a cabeça, fixar os pensamentos. Quer saber, foda-se, nao fico nem mais um minuto aqui, chega... Já me prendi demais por nao ter tido coragem, ou eu me jogo agora, ou eu vou continuar criando raízes a uma terra que já nao é mais fértil.
- Senhor policial, meu filho saiu de casa as 3 da tarde, são quase meia noite, ele não é de demorar na rua, deve ter acontecido alguma coisa, por favor, me ajude.
- Calma senhora, voce sabe onde ele costuma ir? Lugares que ele vai frequentemente?
- Não, nao... ele sempre sai de casa sem me avisar. Oh, Jesus Cristo, proteja esse menino, pelo amor de Deus.
Ah mãe, espero que um dia a senhora entenda o que eu fiz e me aceite novamente. Eu sei que nós vamos sofrer muito, mas era o que eu queria, o que eu precisava. Minhas idas ao mundo já nao faziam mais sentido, eu girava, girava e continuava a me perder no mesmo lugar, sempre, sem nenhuma mudança. Eu precisava devolver esse casaco a sua respectiva dona, precisava encontra-la novamente, não sei o que deu em mim, mas quando percebi, já estava alucinado por ela e nada mais fazia sentido se nao a tivesse do meu lado... Bom, não se preocupe comigo, eu estou bem e ela esta aqui te mandando beijos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

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E ainda assim, o amor é capaz de insistir em querer o coração mais frio, que lhe nega abrigo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Te amo

Cada vez que fecho os olhos, me desloco pro distante, pra perto de você. E quando menos percebo, já estou procurando novamente seu rosto, em cada esquina, confundido a sua voz com outras, na esperança ilusória de ser você, ali, falando comigo.
É verdade que nós nos desentedemos fácil demais, a culpa é nossa, somos muito parecidos e parecemos nos perder em meio a tantas coincidencias... Mas foda-se, eu colocaria todos meus principios em segundo lugar só para viver em harmonia com você.
Um dia, qualquer dia dessees, encosta de mansinho em mim, sussura baixinho no meu ouvido e diz que é para sempre, na intensidade que durar.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Nessa rotina retro

Quando eu paro para olhar pra trás, quanta coisa ja vivi em tao poucos 14 anos de idade... E ver uma criança de 10 anos sem ao menos me enxergar. O tempo passou rápido demais, tão rapido que nao consegui acompanhar, já acordei vários e vários dias só lamentando o passar tão depressa dos acontecimentos, não sei se cheguei a perder mas tambem ja cheguei a passar muito tempo lamentando meu presente, na esperança vazia de voltar no tempo.
Quando se teve um passado bom, qualquer tempo que chegue parece ser insuficiente e não é mentira, mas nao é legal viver se lamentando. Eu sei, mas do que qualquer um pode ver, o quanto foi dificil pra mim, aceitar tudo, aceitar o que só vem de fato a ser da minha compreensao. Um dia, eu vou olhar novamente para trás, tendo a certeza de que o tempo passou pra todos nós e nao deixou só marcas em mim.
É porque quando se tem 10 anos e se acha entendido, não é como ter 14 e ter noção do que realmente é a vida. Eu voltaria atrás, viveria tudo novamente, mas eu nao morreria no passado, sem essa de parar no tempo, vamos com calma, um dia de cada vez, o presente sempre bate na porta, chamando por vida, por mudança.
E vai sendo assim, palavras após palavra, dia após dia.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Circustancial

Ah querido, não sabe como me sinto fragil diante de toda essa situação, eu nunca gostei de ter as coisas fora de meu alcançe, em qualquer sentido, tudo deve estar em lugar fácil, sem esforços.
Mas de repente, eu vi graça no perigo, no desconhecido, o descontrole me encantou, me enfeitiçou e me atraiu... Pra que as coisas de mao beijada? A graça maior pode estar no suoor de quem tenta, na recompensa de quem consegue, mas meu objetivo não é dar nenhuma lição de vida, é mostrar pra mim mesma o quanto o distante é tão perto e quanto o perto é tão distante.
Enfim, mesmo com qualquer divergencia e com todas as implicações, voce continua e continuara sendo meu semelhante, alguem que me entende, que eu preciso, quem eu ame.
Ainda acho cedo para escrever sobre nós, talvez você nao goste e eu nao deva. Então vou deixar só o que é meu, para você...
Te amo.

domingo, 31 de outubro de 2010

Aquilo que se constroi em cima dos sonhos, é tão solido quanto a vontade de fazer tornar real.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Mais uma.

Quantas definições de distancia nao devem existir?! Todas espalhadas nesses montes de dicionários... Mas a minha distancia está tão perto, que chega a ser ironica, seu sentido parece ainda não ter explicação.
Saudades, daquilo que nunca se teve. Por que essas palavras assumiram esses significados? Por que? Parece que eu me perdi e perdi toda as noções das coisas junto, mas quer saber, me perdi pra ir ao seu encontro, para nos perdermos nesse mundo.
A tentação é louca, mas ainda há sanidade no meio de tantas conturbações, sei que a espera é nervosa e infelizmente inevitavel. Irei ter de continuar arrancando meus fios de cabelo e ir te imaginando, até o dia em que o distante se torne realmente perto e que a saudade aperte pelo que foi.
E hoje, hoje não me importo com mais nada, se precisei ir tão longe para te descobrir e reedescobrir a felicidade, irei mais ainda para encontrar o amor.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

De eu pra você

Por eu pensar em você, não consigo pensar em mais nada. Um inquilino maldito que chegou sem pedir licença, ocupou meu coração e agora quer se apossar da minha mente. Faz uso de mil e um privilégios e não paga por nenhum deles.
Fecha portas e janelas antes da madrugada, desliga todas as luzes, nos deixa no escuro... Acorda mais cedo, faz meu café e me beija sem nunca dizer bom dia. Esquenta o próprio almoço enquanto reclama da minha comida. Antes de sair para trabalhar, solta mais uma de suas melodias.
Toma banho ao mesmo tempo que se estressa com a água fria do chuveiro, me chama de amor e me pede que o aqueça, se sente satisfeito e se deita. Me esconde seu íntimo, mas deixa nitida toda sua vida. Reclama e faz piada das minhas manias, como se não fosse um problemático.
É sim, um inquilino conturbado, chato, grosso, frio, um homem do qual não se pode esperar nada, mas nunca dorme sem antes me dizer "te amo" .

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Estava mais do que na hora.

Subentendido ou até mesmo em entrelinhas, o amor da conta de aparecer. Parece que sem meu coração tranpsirar, eu não consigo escrever.
Voce tem servido muito de inspiração para meus ultimos textos, voce tem sido a minha inspiração ultimamente. É inevitavel, mas qualquer coisa que eu escreva, termina deixando um pouco do meu sentimento.
Não é a toa que voce se tornou tão necessario e não é a toa que eu nao compreenda muito de tudo isto. Nunca fui muito sentimentalista, demorei pra levar voce a sério... e agora? Agora voce toma minha vida com apenas palavras... Será possivel? Sinceramente, é complicado de acreditar. Eu precisaria olhar nos seus olhos, tocar sua boca, sentir seus dedos e tudo que por neles passou...e entao ter a certeza de que nem por um momento eu estava sendo iludida ou que me iludi.
Não canso de reepensar nesse assunto, nesse amor que brotou tao perplexamente em mim, não canso de você, preciso de suas palavras pra poder entender minha vida, explicar meus sentimentos.
Suas palavras me servem como ponte, mas nao, isso infelizmente nao basta pra apróximar tudo que nos separa. Termino por fechar os olhos e cair na tentação de te imaginar, me perder na realidade e fugir com você desse mundo, por pelo menos um instante.

o que esta acontecendo em

Ainda nao sei direito como falar desse assunto, nao é que faltem palavras, mas, não sei... eu preciso desabafar e por tudo pra fora, e simplismente as coisas nao saem. Elas entalam na garganta, param na ponta dos meus dedos.
Assim, sabe, as coisas estao acontecendo muito rapidamente, o tempo tem passado como areia em minhas mãos, e se por um instante eu tive controle de algo, eu deixei escapar.
Nao vou lhe culpar por tudo isso, até porque a culpa é minha, apesar de ser até voce que meus pensamentos vao e me deixam morrendo nesse mundo. Nós sabemos o que anda acontecendo de uma forma básica, mas é tao mais complexo.
Eu perdi um passado fantastico tao rapidamente, um passado o qual eu nao vi acabar. Chegou um dia que eu percebi que as coisas haviam mudado sem que eu me desse conta e já nao havia mais jeito, sem avisos prévios, tudo foi indo para direções diferentes e me deixando, mas já era tarde quando notei, estava sozinha...
Eu sofri muito, sofro até hoje, minhas nostalgias, minhas saudades, minhas lembranças, elas me acompanham todos os dias.
Nao deveria estar reclamando do meu presente, até porque, daqui a algum tempo, irei sentir saudades dele. Ando nesse retrocesso de tempo. Ando parada por ai, observendo pelas janelas de cada canto, o seu rosto.
Infelizmente é tudo muito conturbado e muito novo pra mim. Ainda nao me adaptei a essas insanidades de adolescente e sinceramente sei que nao vou conseguir tao cedo...
Enfim, eu nao vou ficar aqui escrevendo milhares de confusões da minha mente, sem esta dizendo nada, propriamente.
Vou continuar ouvindo aquela música que me traz o passado que se perdeu faz tempo e olhando pra sua foto, sabendo que passado e presente, andam se misturando fácil demais.

domingo, 3 de outubro de 2010

baú

Faz algum tempo que já abri meu baú. Durante muito tempo ele permanecerá aberto, eu sei.... sei que você nao vai deixa-lo fechar, nem fazer com que ele se encha de poeira novamente.
Foi dificil conseguir me libertar de tudo que me cercava, de ser removida desse velho sotao escuro.
Mas de qualquer forma, muito obrigada, por pelo menos ter tirado essas velhas tralhas de dentro de mim e ter varrido todo esse pó que me cobria. Por ter deixado tao claro, algo que se escondia nessa caixa velha, chamada coração e no escuro da desilusão.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

somente sua

As palavras me fogem, toda vez que tento escrever sobre nosso amor. Mudo meu nome, pinto sua cara, arranho minha pele, inverto os papeis, deixo subentendido, porque é assim que vai ficar, escondido.
Nao me entendo. E olhe que tantas vezes ja parei para pensar... Deve ser medo, bentido coração, não quer sofrer de novo por amar.
Enfim, já nao sei mais o que dizer, não sei como te explicar, mas voce vai entender, que eu só sei te amar.

sábado, 25 de setembro de 2010

Mesmo de amores.

O mesmo amor que mata, ressucita.
O mesmo amor que adoece, cura.
O mesmo amor que sangra, cicatriza.
O mesmo amor que chora, sorri.
O mesmo amor que ama, odeia.
O amor que amo, é mesmo voce.

sábado, 11 de setembro de 2010

Volta pra casa.

Nas entrelinhas, o amor se esconde, na minha frente ele aparece, na tua cama ele adormece.
Por que voce nao para pra procura-lo?! Ele só esta querendo brincar, querendo se esconder de tudo, querendo que voce o procure, o encontre e o acolha.
Na sua cama o amor descansou essa noite, ele ficou vendo você dormir, beijou sua testa, analisou cada traço do seu rosto, deslizou no seu corpo, parou no seu coração e te aqueçou como nenhum cobertor jamais aqueceria.
Vesti minha camisola, eram 6:00 da manhã, peguei o onibus errado, fui parar no nada, na beira de estrada, nao sabia como voltar pra casa. Estava completamente perdida... Fui caminhando sem rumo. Cheguei em uma praia deserta, o Sol se abria dando inicio ao dia, o mundo parecia estar só começando, o vento batia com toda força, eu morria de frio e mesmo assim deitei na areia. Enfim, lembrei da nossa noite, dos nossos beijos, de suas palavras, e me senti aquecida como nunca.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

É a tristeza meu amor.

Minha vida diante dos meus olhos, parece tão inacreditavel... quando chego perto de por os pés no chão de cada sonho, algo da errado, eles deslizam, eu caio e novamente quebro a cara. Logo, nao me permitirei mais sonhar... Vou encher a cara com muita cachaça ao invés de com ilusões. Pelo menos nao ficarei lucida pra raciocinar tudo isso.
E cada vez que me olho por dentro, percebo, como sou fraca, vulneravel, como voce consegue me atingir tão facil. É tudo tão mediocre, tão ridiculo. A graça da vida se perde tão rápido, as esperanças se vao e quando elas morrem...
e quando elas morrem, o que voce acha que acontece? Bom, eu me deito no chão, olho diretamente pro teto, te vejo, te ouço, leio novamente cada palavra sua, e posso novamente sonhar. Mas infelizmente a realidade aparece rápido, e numa breve piscada de olhos enxergo um teto branco, feio, sem graça, sem cor. Enxergo uma realidade mais ardua ainda e me olho por dentro e vejo o quanto eu nao sou digna de nada e mesmo assim você me aguentou por tanto tempo.
A culpa é minha mesmo. Eu que tentei mudar a forma de ver as coisas e agora me fodo por enxergar de cara a realidade.

Nosso plano.

Entenda cara, entenda que eu só preciso que você me siga, vamos embora, essa jornada é nossa, embarca comigo nessa carroça. Não importa quanto tempo vamos demorar pra chegar, nesse mundo qualquer lugar é nosso lar. E que se foda tudo, que se foda o mundo...
Essas estradas todas, sendo guiadas por nossas músicas, por nossos olhos. Do que mais precisamos, senão disso? O mundo é grande demais, a vida é tão curta. Não temos tempo, vamos sair daqui, aceite minha proposta, vamos fugir.
Nos alimentaremos um da carne do outro, respiraremos o mais puro ar de liberdade, nossos ouvidos sopraram musica e receberão brisa.
Aceite, somente aceite. Busque o céu, me encontre e acredite, transformaremos asfalto em mel.

sábado, 4 de setembro de 2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mais uma de amor.

Enquanto eu pensava nas inumeras maneiras de como falar com ele, as pessoas ao meu redor se agitavam, gritavam, dançavam. Estavam muito felizes, vestiam boas roupas, não pareciam se incomodar muito com nada, era tudo motivo de alegria. Porem, pra mim, pra mim era muito barulho, muita felicidade, queria que a musica tocasse so pra mim, queria poder encher a cara só pra me iludir e rir de tudo isso depois.
Então, resolvi sair dali, sair daquele lugar tumultuado, sentei num banquinho do lado de fora do salão, começei a olhar cada estrela, cada prédio, tudo parecia tão distante, eu parecia tão pequena. Queria chorar, estava chorando. Era uma lágrima sincera, eu sabia que nao teria coragem de chegar nele, sabia que era só ilusão, que as coisas nao caminhariam do jeito que eu estava pensando e era tudo realmente distante e eu tão insignificante
Eu continuava ali, sentada, observando cada pessoa, cada garota com seu charme, dançando da forma mais sensual possivel, cada menino, com suas diferentes taticas de conquista e de chamar atenção. Tudo me oprimia tanto... Naquela multidão de gente, eu estava sozinha, só eu e o meu amor, alias, nem ele estava lá pra ao menos eu tentar por alguma das minhas ilusões em prática.
Depois de muito pensar, muito chorar, muito sorrir, resolvi voltar a dançar, dançar sozinha, dançar pra mim, como se o salão fosse só meu, como se a musica fosse só minha... e como se ele pudesse me assistir.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

31/08/10

Um amor tão doce, escorrendo no salgado da lágrima, contraindo toda a esperança de um amargo coração.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sem titulo

Quando eu paro pra descansar, me fixo no seu rosto contracenando com o mundo ao nosso redor, não sinto falta de nada. Pareço ter tudo, afinal, tenho a ti que junto comigo fez da nossa casa, o mundo.
Preparo pra ir em paz, com você deitado do meu lado, me abraçando de uma forma, fazendo parecer o quanto você está seguro comigo. Me entristeço por ter que ser assim, mas fazer o que? Não há outra alternativa meu bem.
Então agora terei de partir, tendo a certeza de que ao lado do céu mais lindo a poesia descana, vendo voce dormir.
Sei que nunca você imaginou, mas eu sou seu anjo meu amor.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Um

Dessa vez era diferente.
Eu sempre fui muito apegada as minhas coisas, nunca gostei de muitas mudanças, até que me propuseram experimentar uma modernidade, uma belezinha. Me deixei conhecer, mesmo estando de antemao... não teria mal algum, não?
Nao, não era a mesma coisa, essa maquina não tinha sicronia comigo, tanto eu quanto ela sentiamos que não nos pertenciamos.
As palavras, elas eram atiradas com menos força, menos mira. Estava tudo caminhando pro lado errado. A minha pequena mão, os meus dedos gordinhos, não se ajustavam a essa estranhice. Eles se encolhiam, recusando-se a utiliza-la.
Eu tentei, voces viram. Eu quis abrir espaço pra a tecnologia, quis me adptar a essa nova era, mas não da, não deu... Minha caneta de pena e meu velho papel se encaixam pereitamente em meus dedos, só assim a palavra desliza facil... nada mais.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O amor ficou no sotão, abaixo de tudo, sozinho, no escuro. Qualquer dia desses apareço por lá, para tira-lo e por pra cozinhar.

sábado, 14 de agosto de 2010

E foi bom esse tempo fora, longe de tudo. Eu estava mesmo precisando me distanciar de mim.
Nos poucos espaços de tempo que tenho sozinha, observei o quanto eu gosto da solidão, me destrai, me faz pensar, acho tão necessario, quanto importante pra por as coisas em ordem. Mas não excluo que as pessoas são sempre bem vindas, porem como já havia dito, são cansativas. Uma vez ou outra, nos proporcionam bons momentos, mas não sei, prefiro nao manter uma convivencia com elas.
Sinto me um pouco mais longe de tudo e mais proxima de mim. E o melhor, consegui realmente entender aqueles sentimentos que estavam me deixando tao confusa, tudo parece estar se ajeitando... Espero que daqui para frente seja sempre assim.
Eu aqui, voce ai e tudo mais perto.

domingo, 8 de agosto de 2010

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Todo mundo tem um par de asas, só é preciso se libertar.

Caro amigos...

Meus caros amigos, esse texto eu dedico a vocês.
Hoje eu passei uma parte do dia, fazendo uma breve análise sobre a amizade. Lembrei de muitos de vocês. Eu até generalizaria e ficaria dizendo frases do tipo "ah amigo são como irmãos" e blabla, mas me parece tão clichê. Então eu vou por em palavras meus pensamentos.
Lembrei-me hoje, de amigos que eu nunca mais vi e eram tão presentes no meu passado, lembrei de amigos que eu nunca vi e foram tão bem vistos. Me deu uma saudade de uns que eu tive tanto carinho e o tempo deu conta de um afastamento espontaneo. Uma pena que o tempo passe e infelizmente os amigos tambem. Claro, que muitos permanecem firmes e fortes, mas nunca é a mesma coisa, sempre se há de esperar mudanças, porque afinal de contas todo mundo muda, e os amigos também se transformam. Ficam mais chatos, mais legais, mais idiotas, menos próximos. Mas quando o sentimento é verdadeiro, continuam amigos e o carinho, continua ali.
Não reconheceria muito deles se os encontrasse na rua, não nos reconheceriamos muito se parassemos para conversar, mas o que importa? Continuam sendo pessoas que eu admiro. Apesar de algumas brigas, de chateações, de distanciamentos, de tudo, no fundo, no fundo, eu lembro de cada um deles e sinto muito a falta de alguns e agradeço muito pelos novos e os que se mantem.
Afinal de contas, amigo é amigo, de qualquer jeito e em qualquer tempo não é? Então, é pra sempre.

Algo para por pra fora

Ando tão cansada das pessoas, alias, as pessoas são tão cansativas. Monotonas, defeituosas, berrantes, tudo demais. Minha vontade é de sair desse mundo que me cerca, invadir outras cercas, para saber se algo de novo me destrai.
Chega, chega dessa convivencia, preciso de novos ares, novos rostos, essas feições já estão mais do que enjooadas, ou sempre foram assim, mesmo. Andei tentando evitar de me cansar, já que não valia a pena, mas desisti, elas são realmente cansativas e tudo me irrita, até o menor defeito consegue me incomodar. Pela antipatia que eu já tomei, as coisas atingem proporções maiores, logo, termino por desprezar a todos, sem que eles ao menos mereçam a chance de serem julgados, pelo simples fato de que minha antipatia se aliou a minha ignorancia.
Mas que droga de pessoas imperfeitas, seres despreziveis, não aguento mais ninguem.
Acabei por vomitar tudo que ainda não tinha posto pra fora. Acho que passou o enjoo.

sábado, 7 de agosto de 2010

Estou com vontade de escrever e por está com vontade, irei escrever. Mas não tenho do que falar, só queria que as palavras deslizassem sobre o teclado para me trazer algum alivio.
Queria um tema, um acontecimento, algo para por em prática, colocar encima disso minhas idéias, mas nada surgiu, droga! Continuo com essa vontade de escrever sobre algo e não sei o que.
Vamos, vamos, eu fico aqui escrevendo para ver se embolo um assunto no outro e surge algo que seja bom. MAS ABSOLUTAMENTE NADA SURGE, que bulhufa.
Ah, que droga, vai isso mesmo... terminei por escrever indiretamente mesmo.

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Enquanto flor, vou me desabrochar.

E o sol saiu ou ja havia saído.

Não está entendendo absolutamente nada, faz parte. Está chorando enquanto está chuvendo e existem dois fones pendurados em seu ouvido tocando uma daquelas músicas que lhe entristece, também faz parte. Estar Sol, estar feliz, está de bem com a vida, mais uma vez, faz parte.
Mas hoje o Sol brilhou e meu sorriso não saiu, não entendi. O dia estava tão bonito, porque não sorrir? Na verdade, eu entendia como sempre, mas não acredtiava ou precisava que alguem me falasse. Acho que é assim com a maioria das pessoas, nós entedemos o que está acontecendo, sabemos o problema e a solução, mas precisamos nos aconfortar em outros braços, abraços que nos deem segurança.
Tratei de tentar me animar, não havia nada para me deixar tão triste, ou talvez houvesse... sua ausencia. Mas isso tudo logo tratou de acabar quando voce reeapareceu e declamando palavras lindas, fez o dia brilhar com toda intensidade. É, mais uma vez estava tudo explicado, na verdade, sempre esteve!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Um tiro sem ida

Hoje eu soube que mais uma pessoa havia partido desse mundo, parece idiota, mas me choca, me choca não por eu ter conhecido essa pessoa, mas por eu não entender. Como meu Deus? Para aonde? Não existem respostas, as pessoas se vão, deixam suas lembranças e... é suficiente? Será que isso basta pra alimentar a saudade? Não sei, mas qualquer tipo de morte me choca e choca muito. Angustia, medo, pavor, é tudo que me vem só de pensar nela.
Não sei se tenho mais mente pra qualquer tipo de coisa, principalmente para algo que é tão exato, quanto inexplicado. É o fim, a certeza de que todos o teremos algum dia.
Eu me encontro realmente perdida, no escuro, no nada, na solidão.
Estou a ponto de pegar uma arma e acabar com meus sonhos. De por um fim na minha história.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Uma carta de amor.

Hoje deixaram uma correspondencia na minha caixa de correio. Uma correspondencia muito bonita, toda arrumadinha, bem perfumada.
Tirei-a da caixa e fui logo para casa, abri-la. Dentro dela, havia uma carta, uma carta de amor. Cheia de coraçõezinhos, de declarações, pedidos de desculpas, cheia de promessas, ilusões... mas no final das contas, uma carta linda.
Meus olhos choravam enquanto lia a carta, ficava cada vez mais deslumbrada com o que ela trazia, que versos lindos, que amor intenso, tudo que eu sempre desejei, ali, em um papel, que nada poderia tirar das minhas mãos. Meu coração se comprimia no meu peito, mal podia acreditar no que estava lendo.
Amor, era tudo que havia escrito, por mais palavras que houvessem ali, era amor que todas significavam...
Meus olhos corriam as palavras, minha curiosidade de saber quem havia mandando, saber se era você, so aumentava...
Até que nos ultimos versos da carta, meus olhos, eles... simplismente nao aguentaram, derramaram rios e rios de lágrimas, rosto abaixo. Abraçava a carta querendo destrui-la, a destruia querendo abraça-la...
POR QUE AMOR? POR QUE FIZESTE ISSO DE NOVO? POR QUE ENTREGA-TES MAIS UMA CORRESPONDENCIA NO CORREIO ERRADO?
Talvez seja por isso que o amor não seja mais correspondido.

domingo, 1 de agosto de 2010

...

Amar é inevitavel, se entregar é uma escolha
Rendi minhas armas, sem ao menos lutar.
Seu amor, me matou.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Nenhuma maquina do tempo.

Quando escolhemos um caminho, nem sempre a estrada é facil. Seguir em frente, me parece ser o maior obstaculo. Muitas vezes somos vencidos pelo cansaço e uma pedra no caminho, pode se tornar uma montanha.
Já não sei se me parece válido seguir ou parar por aqui.
Infelizmente, apesar de todos os pesares, os lugares onde passei, ficaram para trás, deram espaços a passos que levaram a uma estrada cada vez mais sem graça, cercada de dificultosas travessias. Cada obstaculo parecia um muro, talvez nem fossem tão grandes, mas minha falta de vontade de seguir em frente, me empedia de enxergar-los de outra maneira.
Tentei, tentei sim, tentei voltar atrás do caminho que havia escolhido, mas o atrás não voltava, e o que fiz do presente pra parecer passado , não ficou identico, se tornou um futuro desarrumado.
Nada adiantava, por onde passei, nunca mais passarei. Não acredito mais em um futuro como o meu passado, parece que o preterito é sempre perfeito, mesmo cada dia passando como presente, chega no passado como um dia mais bonito. Entendo que sou pessimista, mas me entendam que fui feliz.
Estou tentando continuar caminhando, continuar sorrindo e ouvindo a canção que os passarinhos querem me cantar. Mas sei, que aos poucos vou me despedindo, me apegando a parte mais velha do caminho que traçamos como vida, aos poucos vou criando raízes ao que deixei para trás que me impedem de sequer acreditar no futuro. Aos poucos deixo de ver obstaculos, aos poucos... serei só mais um obstaculo.

sábado, 24 de julho de 2010

Corrida do tempo

Na corrida do velho relógio, o tempo passa, os ponteiros alcançam o tempo, que se empatam, que se percorrem, que correm, que não param. Na corrida do tempo, eu morri estatica observando quem venceria...
é, eu perdi.

Doença terminal.

E esse foi o diagnostico final. Uma doença terminal, sem cura.
Eu, que sempre fui saudável, nunca tive demais problemas; uma gripinha ali, um resfriado aqui, coisas totalmente normais, como poderia ter chegado a esse ponto? Como algo de tão grave poderia ter me acontecido? Pensava, enquanto o médico ia se levantando e explicando coisas que eu, sinceramente, não estava dando a mínima para entender. Não queria ouvir novamente essas desculpas esfarrapadas de médico que não sabe a cura mas tenta usar a psicologia como remédio. Bah! Façam-me o favor.
Então, depois de toda essa faladeira, ele se dirigiu a porta e querendo me expulsar do consultório de uma forma educada, disse:
- Desculpe-me, mas não esta ao meu alcançe resolver seu problema. Talvez se...
Foram as ultimas palavras que consegui ouvir. No corredor estava muito barulho e eu andava depressa, só pensando em chegar logo em casa, descansar, tentar me acalmar e por fim, entender tudo que estava acontecendo.
Depois de muito pensar e repensar, resolvir ir mais uma vez ao ultimo médico. Ele, já impaciente com a minha importunancia, logo me disse:
- Desculpe-me minha senhora, mas ja lhe disse que não posso resolver o seu caso. Sou cardiologista, sei que sofres do coração, mas sofrer de amor.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Um velho abrigo não sustenta por muito tempo um mau inquilino.

Uma gaiola minha.

A culpa não é de ninguem, é só minha e de antemão a assumo por inteira.
Não fui trancada em gaiola nenhuma, aos poucos me tranquei, como o curvar de um sabio, curvei-me para mim mesma e fiquei presa nos meus proprios erros, nos meus pensamentos mais distantes, o que parecia longe, ao redobrar do meu tronco, chocou-se, corpo e alma, alma e corpo.... Aos poucos eu deixei a minha imaginação se aprisionar, deixei que o amor pudesse sair andando sem olhar para trás com a certeza de que nunca o alcançaria, os passos mais distantes, as lagrimas seguiram.
Sem ter forças para voar, sabia que ia perdendo cada parte de mim, sabia o quanto doía... Ver o que me mantia ainda cantando alegremente para alguma esperança, partia, partia sem rumo, para longe de mim, partia a pé, partia e trazia meu fim. As minhas asas, não serviram de nada, ficaram imoveis, sabiam que poderiam voar mas não conseguiriam pegar de volta o que já não mais me pertencia.
Acabou, meu fim está começando, apesar de que todo inicio já é uma parte do fim, o meu fim começa agora. Aos poucos vou perdendo toda a graça, vou perdendo o meu rastro, perdendo a direção, cada vez mais presa em uma gaiola, cada vez mais presa em minhas atordoações, cada vez menor, cada vez menos, cada vez menos até definhar...
Então como presidiarios, tudo se liberta de mim, meus sentimentos vão saindo do meu corpo, pouco a pouco. Eu, continuo aqui, parada, olhando, cada parte de mim ir embora, o amor e o odio, a alegria e a tristeza, o ciumes e a confiança, o canto e o silencio. Tudo, de maneira brutal me abandona. Me conformo, pra mim não há mais saida dessa gaiola psicológica, não existem mais droga nenhuma, somente um vazio profundo, branco e sem graça. Não adianta mais sol, não adianta mais nada. Agora meu coração se fecha....
Agora minhas asas se foram, o meu amor, bateu asas e voo e sem ele, eu sou um passarinho sem asas, sem graça.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Abordo de um naufragio.

Havia me perdido em uma ilha, rodeada de um mar, uma imensidão de água, uma imensidão de lágrimas. Sem mais no que ter em acreditar, via nas correntezas a esperança ser levada pelo mar. Cada onda que quebrava na areia, era uma parte de mim que se despedaçava... estava cercada de desilusões.
Se aproximava de mim, uma tempestade, uma revolta da natureza. Pensei, uns com tanto medo, eu aqui admirando a fúria e o controle que ela exerce sobre tudo. Nós somos cegos, achamos que temos o mundo nas nossas mãos. Pois o mundo não tem mãos e nos tem. Somos como um temporal, quando se está de passagem, arrasta tudo consigo de uma forma brutal. Choramos chuva, corremos como vento, transpiramos gotas do mar, brotamos esperança como uma flor a se desabroxar, misturamos de todas as formas que a natureza se apresenta em um só corpo, em um só caos. E vivemos assim, nos transformando, nos destruindo e nos reconstruindo.
Ando vivendo em uma ilha deserta, perdi meus sentimentos, perdi minha vontade de viver, perdi a fome, perdi a sede, perdi meu coração, me perdi.
Buscava então, em qualquer direção... você, vindo diretamente pra mim, para me tirar desse naufragio, desse mar sem fim... Sabia que estava me afogando na minha propria esperança, me perdendo no meu amor... sabia que iria tudo se acabar, e toda minha inspiração, iria ser levada pelo mar.
Então foi assim que nadando em lágrimas, morri em uma parte seca da ilha, morria uma parte seca da ilha.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Um encontro com a morte.

Nunca tive medo da morte. Em meus tantos anos de vida, ela nunca me propôs apostar o quanto valia continuar aqui, sabia que viveria muito e vivi. Graças a algo que eu não sei, talvez a minha vitrola e todos os discos que infinitamente tocavam, dando a dança de cada dia. Mas hoje, hoje algo está estranho, um medo de partir me consumia. Sabia que meu tempo de farra havia acabado e talvez no fundo no fundo, houvesse uma vontade de reviver minhas lembranças primordias, primarias, primeiras.As minhas tantas mulheres, tantas garrafas, tantas apostas, tantos cigarros. Queria rever alguns rostos, queria relembrar alguns gostos. Sentir o meu potencial de jovem de novo.
Eu vivi um dia de cada vez, sem me preocupar muito com o amanhã, vivi bem, provei de todos os vinhos e de todas as malicias da vida, fui permitido a viver muito, viver de tudo. Vivi, e não tinha medo que me levasse, saberia que um dia chegaria a hora de todos, e acabaria por ai , não poderiamos fazer mais nada. E tambem, no final das contas, não havia nada a que eu me apegasse, era tudo uma breve passagem. Era uma vida de aproveitos, uma vida boa, de varios romances, varios tragos, varias bebidas, varias entradas e varias saidas.
Mas hoje eu sei, que o amor que descobri por minha velha, me faz querer viver, me faz reviver, me faz ver. Rebelde que era, apaixonado que sou. Começo agora uma nova vida, ao lado de uma nova pessoa.
Então, por que agora, justo agora, queres me levar? Sei que estou um pouco velho pra continuar, sei que preciso partir, mas tenho algo que eu não posso deixar para trás, não mesmo. Descobri o amor e a força que ele tem, descobri que ele, mais do que qualquer vontade, do que qualquer gravidade, qualquer coisa, nos prende e me puxa a esse mundo, e eu não posso o deixar. Estou começando uma nova vida, estou caminhando de um novo jeito, sei que é tarde, mais ainda é tempo!
Não deu, a morte soltou a mão da minha velha da minha e me levou. Era o meu fim, um fim inperduoso, incredulo, um fim injusto. Então, ela desligou a minha vitrola e disse:
- Agora, você dança conforme a minha música. O amor não tem idade, mas a vida tem tempo, e viver tem pressa. E a vida meu caro, não é feita de mulheres e cigarros, antes de se começar a viver qualquer coisa, é preciso ter a consciencia de que se está vivendo, não importa como escolha viver... Tantos cometem o mesmo erro que você e chegam no final da vida com a leve impressão de que se faltou algo, talvez tenha faltado a razão de se está vivo. E entretanto no final da festa, só quem se vai é você e a valsa termina sendo minha, e essa música eu sei dançar de cor.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Voa comigo.

Desce do ar
vem me acompanhar
nesse voo que não parece ter fim
Me leva contigo
como nas asas de um querumbim

Aterriza na minha pista
me traz um sonho para construção
atrevessemos as nuvens
nas asas de um avião

Me devolva a felicidade
ainda mais, a inspiração
devolva todas as batidas
as quais pela vivem meu coração

Deslizaremos no ar
fugiremos nós dois
Conheceremos um céu de toda a cor
Nenhum mundo vai ser tão grande
quando voarmos com as asas
sustendadas pelo nosso amor.

sábado, 3 de julho de 2010

A ultima cena.

Uma taça de vinho derramada no chão, foi só isso que eu enxerguei.
Sim, ele havia saido correndo, não aguentou a noticia de uma traição. Ah, Rodolfo, como você é fraco, não aguentou um deslize meu, e já saiu feito louco, aposto que logo estará dormindo na rua, com a cara cheia de cachaça. Seu fraco de merda, era isso que queria ter lhe dito nesse cassino, mas você tão covarde fugiu.
- Não, não Carlota, eu não fugi, estava aqui atrás de você, ouvindo sua raiva oculta de mim. Me trais, e ainda por cima me odeias?
Tinha vontade de mata-lo, mas não irei chegar a tanto, me falta coragem. Sem graça de certa forma, respondi:
- Não gosto de homens fracos como você. Você não me da tudo que eu preciso.
- Sim, sou um froxo, me derreto fácil ao seu perfume, ao seu jeito, ao seu olhar e esse cigarro pendurado de uma forma tão excitante em sua boca.
- Idiota, meu desprezo, é tudo isso que você merece, não aguenta nem uma traição ao menos, que tipo de homem acha que é?. Dito isso, rumei-lhe uma taça de vinho no rosto.
- Ah Carlota, você me deixa louco! Sou o tipo de homem que você adora e não rejeita, só não assume, para continuar com essa sua pose de sedutora. Acha mesmo, que essa taça de vinho desperdiçada vai me enraivar? Ou acha que eu voltei por que? Só para te levar pra cama mais uma vez?
- Seu, seu... cretino. Saia daqui, sabe que eu não suporto sua presença.
- Te incomoda tanto o meu charme?
Soltei uma risada extravagante, e perguntei-lhe:
- CHARME? Faça me rir, Rodolfo.
Estava ficando louca, só pode, como se algo me puxasse, começava a chegar perto dele, precisava o tocar. Acho que bebi demais. Mas decidi, peguei a ultima taça, pronto, só mais uma, não vai me fazer mal, estou bem, estou bem.
- Chega Carlota, assuma logo que você me deseja e tenta esconder tudo isso atrás dessas suas taças de vinho.
- E se eu te desejar mesmo? Do que você seria capaz? O que eu preciso não é alguem que queime o meu fogo. É alguem que apague o meu amor, esse amor cruel que queima dentro de mim e chama por você, seu idiota.
Impressionantemente, ele me beijou. Não, não foi impressionante, eu sabia que ele cederia as minhas provocações e sabia que era ai que eu queria chegar, ele também sabia que eu podia trai-lo, mas não aguentaria perde-lo. Abreçei-o, me desculpei, pedi perdão, e ele sussurou que tinha medo de se entregar e não ser correspondido, já que eu vivia cercada de tantos homens. Não achou que eu pudesse me apaixonar logo por ele, um zé ninguem da vida.
Derredita com tudo que havia ouvido, deixei minha ultima taça de vinho cair, e foi assim que ela foi parar no chão.

A ultima valsa.

Lembra quando era só nós dois? Quando dançavamos juntos, abraçados, ao som de um vinil que quase arranhado, repetia a nossa canção, dançavamos como se fosse da primeira vez, sem perder o encanto, e dançavamos como dois jovens, como quem não tivesse vivido e que tivesse a espera da vida?! Se não bastasse a nossa idade, cada vez que a musica tocava, renascia em mim mais amor por você, um amor tão jovial, que me fazia sentir em plena adolescencia. Eu parava, olhando pros seus olhos, via o quanto você continuava ali, com 19 anos, ou melhor no auge dos 75, e com o mesmo jeito de antes, me segurando como se eu não pudesse escapar, me olhando como se estivesse a desejar, tão meu, tão meu, ah meu velho, você consegue reascender a chama da paixão que em 64 anos sempre esteve acesa, mesmo que em brasa. Olho para os nossos netos, fruto de um amor tão intenso, quanto tudo que passamos, olho para a nossa casa, tão cheia, cheia de recordações, cheia de amor, olho agora pra você deitado nessa cama, dormindo em um sono tão profundo, sera que está sonhando com o nosso passdo? com tudo que já vivemos? Ah meu velho, acorde, vamos correr com os meninos! Eu repetia. Por que? Por que você não acordava? O sonho estava tão bom assim? Será que doia, está acordado e saber que o nosso tempo já passou, que estava tudo pra acabar? Mas chega, chega amor, chega de dormir, essa é a realidade, vamos viver o tempo que nos resta, acorde, o café está na mesa, eu repetia, e nada... Me desesperei, pousei então a cabeça no seu coração e ... é amor, o nosso sonho acabou, agora doi, doi em mim, doi o fim. Segurei seu braço, apoiei-o no meu corpo, e como em despedida, dançamos a ultima valsa.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Gaiola de solidão

Ando me sentindo como um passarinho na gaiola, meus vôôs estão cada vez mais presos, mais rasteiros, mais sem graças, meus pés cada vez mais no chão, logo eu, que fui feita pra voar... Para alcançar o céu nas asas das poesias, e descansar na terra as inquietitudes das minhas palavras. Eu, que nunca pertenci a nada, agora me pergunto, se robei algo que não era meu, vooei aonde não podia. Porque qual seria o motivo para terem me prendido? Para terem roubado meus sonhos e aprisionado minha inspiração? Roubado a graça de um passaro livre na imensidão?E meu direito de liberdade?
-Ah, ele?! Bateu asas e voou.

Da minha janela

Da minha janela, eu vejo o mundo lá fora se alternar em cores, uma hora escuro, logo claro e de novo escuro, e assim o tempo passa, seguindo essa mesma alternância. Vejo da minha janela, outras tantas janelas, que parecem viver baseadas nessa costumeira aparição, sem nenhuma perspectiva, ou simplesmente entregues ao fato de que a escuridão tratara de acolhe-las. Sem nenhum interesse, repetidas janelas parecem não dar muita importância aos diferentes contrastes entre o claro e o escuro, e tudo que ali se ofusca. Nada muda a rotina daquelas velhas janelas, que se afogam em uma passagem de tempo, marcada pela mudança de cores, cores simplesmente ignoradas... Janelas, janelas, uma porta pro mundo, fechada para dentro, onde nada entra, só o raiar do dia e o silêncio da noite, fico eu, a espera de um arco-íris.

Protagonista de um filme inutil.

Desde que percebi ser personagem de um filme bibliografico, não consegui mais realizar meu papel direito, pareço agora esta preocupada com um certo telespectador, o qual andava ali, me observando, assistindo a todas minhas interpretações, a cada encenação. Mas o que posso fazer?! Desde que o roteiro saiu das minhas mãos e foram parar nos olhos de quem puder ver, estive sujeita a criticas ...
No fundo, no fundo, aquele garoto me chamou mais atenção do que qualquer um, não queria agir feio pra ele, algo me fazia sentir vergonha: como agir? como agir? Me importunava a minha mente. Esse papel de atuar, ja exige de mim a espontaneadade de agir sendo sem ser, saberia eu não ser, sendo? Seria agora o fim de meu papel como atriz? Seria a decadencia de uma carreira? A carencia de uma vida? Mas e todos aqueles roteiros, e todos aqueles planos? Por um instante me vi perdida, e vi meu filme passar por mim, e ainda mais, vi meu fim, um fim que não poderia escrever, um filme que não pude descrever...
De repente, ele chegou do meu lado e perguntou se estava bem, fiquei sem graça, ajeitei meu cachecol, deveria está parecendo uma louca na rua, girando em volta de mim mesma, me fazendo perguntas, droga, que boba que sou! Então, segurou no meu ombro e soou uma cantada, que por mais idiota que pareça, foi a melhor coisa que ele poderia ter dito.
- "Não importa como o filme termine, se estou com você sempre terá um final feliz."