sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mais uma de amor.

Enquanto eu pensava nas inumeras maneiras de como falar com ele, as pessoas ao meu redor se agitavam, gritavam, dançavam. Estavam muito felizes, vestiam boas roupas, não pareciam se incomodar muito com nada, era tudo motivo de alegria. Porem, pra mim, pra mim era muito barulho, muita felicidade, queria que a musica tocasse so pra mim, queria poder encher a cara só pra me iludir e rir de tudo isso depois.
Então, resolvi sair dali, sair daquele lugar tumultuado, sentei num banquinho do lado de fora do salão, começei a olhar cada estrela, cada prédio, tudo parecia tão distante, eu parecia tão pequena. Queria chorar, estava chorando. Era uma lágrima sincera, eu sabia que nao teria coragem de chegar nele, sabia que era só ilusão, que as coisas nao caminhariam do jeito que eu estava pensando e era tudo realmente distante e eu tão insignificante
Eu continuava ali, sentada, observando cada pessoa, cada garota com seu charme, dançando da forma mais sensual possivel, cada menino, com suas diferentes taticas de conquista e de chamar atenção. Tudo me oprimia tanto... Naquela multidão de gente, eu estava sozinha, só eu e o meu amor, alias, nem ele estava lá pra ao menos eu tentar por alguma das minhas ilusões em prática.
Depois de muito pensar, muito chorar, muito sorrir, resolvi voltar a dançar, dançar sozinha, dançar pra mim, como se o salão fosse só meu, como se a musica fosse só minha... e como se ele pudesse me assistir.

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