sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O exagero é farsa, e exagero sem emoção é mentira. Não minta para um coração, ele pertence a uma alma. Não exagere no amor, ele nem sempre é tão forte. Não diga que ama, se não sabes o que sente. O calor do momento não aquece as palavras para sempre, elas se esfriam e caem como pedras na mente de quem se ilude.
Não é facil amar mas é muito mais dificil viver sem amor. Uma pena que as pessoas não saibam cuidar do sentimento mais bonito. O que era para ser flores, viram espinhos.
É so isso que eu tenho a dizer.
Quando uma lágrima cai, cai um alivio.
Sou bobagem. Já estou acostumada.
Eu me desgraçei muito para aprender a me da valor. E muitas vezes esqueço disso.
Meu exagero é uma parte da minha emoção.
Me vejo como um fantoche, me vejo como uma idiota. Alias, nem me vejo. Vejo nos outros, o que é pior.
Tudo vai ficar bem, se iluda um pouco e se conforte.
Música para sempre.
Poesia para agora.
Amor para nunca mais.
Até sozinho se encontra felicidade, mesmo que seja no desespero da loucura.
O coração é so uma parte, mas é a parte que te mata.
Eu tenho medo. Meu coração tem coragem.
Me desfaço em duvidas, cada pedaço uma pergunta. 

sábado, 22 de janeiro de 2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O que eu sinto é falta e por sentir falta, sinto vontade.

Amor a madrugada.

Deixa eu sugar suas lágrimas,
deixa eu afagar sua dor.
Deita aqui do meu lado
para brincarmos de fazer amor.

Batom.

Vagarosamente eu me olhava no espelho, cada traço mal feito do meu rosto. Meu reflexo te via, te ouvia e sentia os gestos indiscretos de não. É, cada vez que me vejo, vejo um desejo perdido. Não, ele não vai me querer, alias, quem vai me querer? Somente isso se passa em todas os sorrisos forçados que eu tento dar-me.
Mas por alguns instantes, eu ainda consigo me sentir agradavel, aceitavel ou valida. Por alguns olhares na rua, por alguns elogios e por alguns sorrisos forçados. Não, não ache exagero, é só um texto, textos viram hiperboles facilmente só para transmitirem emoção...
O fato é que, espelho e eu estamos em guerra e meu coração está em jogo. haha, que estranho não é? Um dia irei sorrir por me achar bonita.
Meu amor nunca coube em mim, nunca caberá.
Preciso de vida para nao abandonar a minha.
Estou cansada, vazia e sem graça. Meu amor se quietou e estou abandonada.
Eu vivo de sonhos, logo, eu vivo.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Não quero titulos.

Eu estou triste mas estou rindo de falas avulsas, estou vazia apesar de ter um coração transbordando amor. Me sinto estranha, me sinto desacreditada e ao mesmo tempo tão esperançosa. Me dividi, de um lado estao as esperanças de outro toda a desistencia. E eles simplismente resolvem aparecer quando bem entendem e me transtornam sem nenhum aviso prévio. Como é estranho.
As palavras melosas me seduzem, mas eu ainda tenho a cara de pau de rir e fazer pouco delas. Eu acredito no amor mas zombo dos apaixonados. Que diabos está acontecendo? Meu romantismo aflora de repente e toda minha raiva aos poucos some... Ou não, meu romantismo se esvai e minha raiva resurge das cinzas. Espere, não, meu romantismo aparece e minha tristeza me toma conta... Ou, ou... Não sei... Definitivamente não me compreendo. Meu amor caminha entre lágrimas, mágoas, raivas, sorrisos, mesmices e as vezes nem caminha, para e não repara em mais nada. Ainda és meu amor ou ainda és vivo.
Cada vez mais meu coração bate desesperedamente, o que ele quer dizer meu deus? Eu já não o entendo.

Tortura a meia noite.

A vida vale enquanto dura? Por que tempo? Para que pressa? Afinal, o que estamos vivendo? Minha madrugada se definhava em meio ao meu desespero. Eu chorava, me encolhia no cobertor, tentava me proteger dos meus proprios medos. Me encontrava sem música, amparo, palavras, coragem e abandonada por mim mesma.
Procurava nos cantos silenciosos da noite, vestigio de vida. Nenhum som que aflorasse minha imaginação e me carregasse novamente para o medo... Precisa de palavras vivas, um conforto qualquer. Foi uma madrugada intensa, desenhada entre choros e arranhões. Tentei arrancar-me sangue, a dor que me torturava, me trazia algum alivio. "Sangre sua filha da puta, sangre" meu corpo correspondia.
Acabei por atracar novamente em um velho porto, conhecido há anos. Estava minha mãe me abraçando e me perguntando o que havia acontecido... Não havia acontecido nada, toda hora isto acontece, mas preferi me silenciar e deixar a musica escorrer minhas ultimas lágrimas tão pesadas.
O amor é uma desgraça, é ele quem está fazendo isto comigo... e eu não consigo fazer nada.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Dessa vez eu me desabrochei e você broxou.
Bater com um cinto ou com uma flor, não muda a intensão do gesto.
O amor te fode, nao importa como. Ele te fode.

Sem tempo.

Agora eu olho pro relogio digital do meu computador, enquanto durante mais de 6 anos eu me deslocava para cozinha e tentava ler aquele relogio de ponteiros bagunçados. Eu devia ter me agarrado, sim, eu devia ter ficado presa a ele e todas suas lembranças, mas quando dei por mim, ele já havia sido aposentado.
É duro, é duro saber que o tempo passa, porque eu infelizmente não consigo entender isso, é tudo tao depressa, e por mais que precise de calma, o tempo nao para. Eu olho para as horas e pergunto se ela poderia me devolver o tempo que robou, mas ela na maior arrogancia, acelera e me desilude.
As pessoas mudaram, seus ponteiros se desajustaram, sumiram do meu tempo. Como puderam? Eu sempre estive as observando e de uma hora pra outra já não estavam mais aqui. Devolva-as, são minhas... não, ele nem me deu ouvidos, o tempo continuou sem tempo para meus problemas. Aos poucos eu começei a me conformar, entendam "conformar", não aceitar. Enquanto eu procurava entender tudo isto, alguns minutos cresciam nesse relogio, e futuramente virariam horas cruciais na minha vida.
São 17:26 do dia 17 da janeiro de 2011, eu sinto como nunca meu coração bater e sei que tempo é loucura.

sábado, 15 de janeiro de 2011

As palavras precisam de sentimentos caso queiram passar de meros dizeres.
Acho que cansei.

Cores e palavras

Entre sons, lágrimas, cores e pulsações. Um eu perdido no próprio eu, buscando algum berço, secando lágrimas, escutando silenciosamente os passos dançantes tão parados. As horas se alternando, a musica chegando novamente ao fim e eu ouzando reclamar da estabilidade. Toda via, lembro-me de um dia modelado por diversos tons. Recordo claramente do rosa alaranjado que despedia o dia e dispia a noite. Recordo-me do gosto doce da mudança que se azedeu perplexamente em meus olhos. Algumas muitas palavras foram ditas, nenhuma aproveitada. Como eu odeio palavras vazias.
É assim, eu prefiro o amargo na lingua do que a ausencia de sabores. Prefiro as metafora a essa realidade sem graça. Me felicito com o desespero e repulso a calmaria. Tenho necessidade por sabores, nada de preencher o vazio com ar, gosto de mastigar as palavras e cuspir emoção.

Todas palavras

A minha vontade continua era de lhe enviar cartas. Meu arrependimento foi de não ter-lhe deixado o corpo manchado de batom. Como fui ingenua, por um instante me deixei acreditar nas palavras ardidas de um momento intimo. Era ilusório mas era confortante, embarquei no seu toque como um desejo perpetuo e terminei a me contentar com o momento.
Seu rosto continuou no meu campo de visão, seu cheiro em meu corpo e seu abraço ainda me acolhia. Adentrei em mim, procurei algum respingo de raiva e infelizmente o máximo foram minhas magoas. Já estava tarde, continuava deitada na cama que voce bagunçou, ouvindo as palavras ainda frescas de adeus. Chorando uma dor silenciosa, eu permaneci ali, enquanto buscava te reencontrar e afogar meu desejo. Insisti em pagar mais uma diaria naquela merda, só para continuar com alguem que havia me deixado.
Não tinha seu endereço mas tive seus olhos. E quando dei por mim, eles estavam diante dos meus, piscando lentamente, me observando. Depois, só o som do vidro se estraçalhando na parade me devolveu a realidade. Havia um vaso e um coração partido. Você sumiu, seus olhos se fecharam e eu estava lhe escrevendo cartas.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Um final de tarde

Estava ele, sentado, sozinho naquele finalzinho de céu. O vento levava seus pensamentos e as vezes trazia um pouco de areia para seus olhos fixos naquela imensidão de água. Algumas lágrimas caiam, um oceano de choro na verdade, uma mistura entre pingos d'agua  e gotas dos olhos. Uma breve intervensão nos grãos secos de areia.
19 anos, um rapaz novinho, com uma vida de sonhos e vivencias pela frente. Interrompidos tão drasticamente. Eu queria sentar ao seu lado, lhe abraçar, conforta-lhe a dor e dizer-lhe palavras bonitas. Enxugar suas lágrimas, estender a mão e lhe acender o coração. De alguma forma eu tinha vontade, muita vontade de estar perto dele e faze-lo entender que a vida continua e qualquer filosofia barata e momentanea que lhe trouxesse algum alivio.
Mas no fim das contas, continuei de longe só observando seus pensamentos. Acho que ninguem era capaz de entender sua dor, perder um coração e continuar com ele vivo em voce, é muito confuso. Eu sabia que ele não tinha mais nenhuma chama acesa dentro dele, só havia tristeza, desilusao, um vazio imenso e um coração batendo fracamente.
O seu nome era Augusto, estudante de administração, finalizando o segundo semestre da faculdade, estava namorando há 4 anos com Ana. Os dois pretendiam se casar depois de concluirem os estudos, faziam planos e planos para uma vida a dois. Ela era uma garota apaixonada por ele, imagine todo amor do mundo, é pouco. Já Augusto, deixou duvidas quanto a isso, enquanto Ana viajava para Miami com sua familia,  pos-se  a cometer seu maior erro, deixou seu instinto de homem aflorar e deu a ela, uma bela traição. Não entendo como pode, sempre me pareceu perdidamente apaixonado por Ana... Suas palavras, seus gestos, seus sonhos, todos em volta dela. Por que esse deslize? Por que Augusto? Eu me perguntava, enquanto sua mente fixa naquele mar interminavel tambem se fazia a mesma pergunta.
Dois meses se passaram enquanto Ana se divertia em Miami, até que era hora de sua volta. Augusto planejava lhe contar, afinal, ele era homem suficiente pra assumir as consequencias e tinha consciencia do seu amor por Ana e mil outras razões que nao vou ficar citando. O vôo estava previsto para aterrizar as 19:20.
Eram 23:49 do dia 26 de setembro quando ele recebeu a noticia, Ana não chegaria e com ela todos os sonhos se foram.
Augusto não era mais um homem, era um menino. Parecia uma criança amendrotada, tentando fugir de todos seus medos, no maior caos consigo mesmo. Fazia dois dias que ele continuava naquela praia, olhando sempre pro horizonte. O sentimento de culpa o remoia por dentro, ele sabia que por todo sempre, carregaria uma espera ...
Nao me faça promessas, me de sonhos.
Quando meu sorriso nao for mais por te ver sorrir é porque eu encontrei minha felicidade.

domingo, 9 de janeiro de 2011

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

olhos fechados.

Havia sangue, muito sangue, choro, muito choro, gente, muita gente, confusão, muita confusão. Havia um corpo no chão, alguns detalhes e uma cena extremamente melancolica.
Ela tinha 17 anos, nao sei se foram dezessete anos exatamente  felizes mas a ela nunca faltou nada, não aparentemente. Tinha boas condições, escola conceituada, notas regulares, bons amigos e nunca foi privada de alguns luxos. Havia terminado um namoro de 2 anos mas entendia que a vida não parava por ninguem, afinal, ela é exclusivamente unica e pertecente a quem a vive e não se mostrava muito abalada, nao fisicamente.
Me lembro da ultima vez que a vi, estava segurando um livro, falando no celular com uma amiga e com um olhar meio perdido. Essa foi a ultima memoria. Mas antes dessas eu lembro de muitas outras, lembro de suas crises frequentes, seus transtornos, seus medos, angustias e de sua depressão mesmo que branda. Ela não era nenhuma garota sofrida mas lidava sempre com disturbios emocionais, um pouco fora do controle talvez. Nada muito grave, não se olharmos superficialmente. Porque quem convivera com ela, com certeza sabia de sua consciencia tranquila e que apesar de todo estresse ela era uma menina controlada.
Aquele quarto cheio de cores, ares, pessoas, soprava a mesma pergunta "Por que suicidio?". A mãe dela definhava ao lado de seu corpo, seu pai chorava lágrimas secas, sua familia parecia não acreditar. Os amigos começavam a saber e começavam a lamentar, era uma tristeza profunda tomando conta de todo o ambiente em que ela se deixou viva. Só ela poderia responder essa pergunta.
E por favor, não julguem como um ato egoista, eu entendo e voces tambem deveriam entender. Tentativas forçadas trazem somente um conforto provisório, provido de ilusão. Pensem que era o que ela desajava e se  não suportou, não eramos nós a carregarmos para sempre uma outra vida nas nossas. Um coração partido visto através de uma alma corrompida não pressupõe muito, sua intenção ao se matar nunca foi parti tantos outros corações.
Uma unica voz e todos os novos sons do mundo.
Minha vida é so uma historia de amor
Estou cansada de brigas, gritos, vozes, pessoas, circustancias, planos, ilusões, distancia, amor. Cansada de mim, de você, de quem está lendo, de quem não leu. Cansada de esperar, cansada de tentar, cansada de desistir, cansada de estar cansada.

domingo, 2 de janeiro de 2011






Para se continuar sonhando é preciso se continuar vivendo. Que venha 2011 !!! *-*
Quando se há duas pessoas e um mesmo sonho, não há distancia.
Já esteve pensando em alguem? Então já esteve com ele.
Me prometa amor, lhe prometo o pra sempre.
Guarde esse anel, me traga um beijo.
Se eu ainda continuo com tudo isto,
não é por mim.
Meu coração foi que escolheu.
Nessa brincadeira de tentar te encontrar,
me perdi entre você e eu.
Quanto mais eu me questiono sobre a vida mais as respostas vao me dando motivos para um ponto final.

Aqui por lá

Observava cada rosto
a minima semelhança ja me iludia,
aguardava ansiosa a cada trem,
sabia que voce nao viria.

Eu continuo lhe esperando,
por toda vida.
Guardei as suas cartas
e o cheiro da despedida.

Ainda frequento a mesma estação
vestida naquele velho vestido
esperando você do mesmo jeito
é assim que tem sido.