Nao quero ninguem, quero todo mundo,
quero descaso, quero criar caso,
quero raso e quero profundo.
Jeito puro e pensamento imundo.
Me fizeram com alma de puta,
e cara de santo.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Eu gosto do amor, gosto ate mesmo daquela dor ja quase esperada que ele me causa. Gosto do desconforto, da angustia, da espera, gosto do tormento quase tragico que ele me traz. Gosto das declaracoes desesperadas, dos choros alucinados, dos solucos palpitantes, gosto do coracao acelerado, gosto de todo esse exagero. Aceito todos seus defeitos e todas suas loucuras como se gostasse. Gosto, e como eu gosto de amar.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Eu deveria estar satisfeito, com um carro na garagem, um emprego razoavel, e uma mulher para beijar minha testa enquanto tomo cafe e me desejar bom trabalho todas as manhas. Todos os dias planejamos ter filhos, mas nunca falamos sobre como seria se tivessemos.
As vezes, enquanto estou no sofa descansando da vida, coloco o velho Frank pra tocar e surge um pouco de entusiasmo. Depois, claro, de algumas boas doses de whisky, enquanto nao tem mais nenhuma luz acesa, ja estou de pe, vendo seu rosto, me chamando, dancamos ao som dos velhos tempos. Como ela me deixa louco, como ela me tira do serio. Nao sei como ainda me recordo de suas velhas manias, acho que nunca tive muita vontade de esquece-la.
Finjo que estou sobrio e sento no sofa como se Freud pudesse entender porque eu me sinto um cara vazio. Nao posso falar nada, mas penso o quanto eu odeio aquele carro estacionado na garagem, as contas pagas, esses planos forcados, essa normalidade toda que tenho que seguir para esperar que as coisas sempre fiquem bem. Talvez, propositalmente, ja no chao estava o copo todo esvidracado... E minha gentil esposa me abracando e perguntando o que estava acontecendo. Eu gostava daquilo, eu gostava da paz que ela me trazia, mas era tao pouco, era tao o mesmo, tao merda. Eu chorava, so pensava em voce, me desculpe minha querida.
As vezes, enquanto estou no sofa descansando da vida, coloco o velho Frank pra tocar e surge um pouco de entusiasmo. Depois, claro, de algumas boas doses de whisky, enquanto nao tem mais nenhuma luz acesa, ja estou de pe, vendo seu rosto, me chamando, dancamos ao som dos velhos tempos. Como ela me deixa louco, como ela me tira do serio. Nao sei como ainda me recordo de suas velhas manias, acho que nunca tive muita vontade de esquece-la.
Finjo que estou sobrio e sento no sofa como se Freud pudesse entender porque eu me sinto um cara vazio. Nao posso falar nada, mas penso o quanto eu odeio aquele carro estacionado na garagem, as contas pagas, esses planos forcados, essa normalidade toda que tenho que seguir para esperar que as coisas sempre fiquem bem. Talvez, propositalmente, ja no chao estava o copo todo esvidracado... E minha gentil esposa me abracando e perguntando o que estava acontecendo. Eu gostava daquilo, eu gostava da paz que ela me trazia, mas era tao pouco, era tao o mesmo, tao merda. Eu chorava, so pensava em voce, me desculpe minha querida.
sábado, 14 de abril de 2012
Eu não consigo escrever enquanto alguém fala ao meu lado, eu não consigo me maquiar enquanto alguém me observa, não consigo não ajeitar o cabelo enquanto estou nervosa. Nunca consegui entender o motivo de tantas explicações para coisas tao simples, nunca entendi porque as vezes um monte de palavras juntas não tem sentido. Mas foi em uma noite dessas que eu percebi que enquanto as pessoas mudam, os dias também amanhecem.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
A vida nao me fechou uma porta, ou me abriu uma janela, apenas esta tentando fazer com que a luz do Sol entre por alguma brecha de uma casa que quase nao se sustenta mais. Aos poucos as fotografias foram tiradas, os bilhetes na geladeira esquecidos, a cama de casal trocada, as velhas lembrancas guardadas. As vezes me agarro a algum resquicio, sento no velho sofa que sempre assistiamos filmes juntos e me encontro saudosa, mas ele esta tao velho, tao rasgado, que aos poucos nao me conforta mais. Mas sempre que entro no meu quarto reformado, respiro tranquila e penso "obrigado vida, por nao ter me feito desistir de mim mesma, por estar tentando me acomodar novamente em alguma hospdagem passageira para que eu possa depois encontrar uma nova estadia prolongada."
Assinar:
Postagens (Atom)
