segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sem tempo.

Agora eu olho pro relogio digital do meu computador, enquanto durante mais de 6 anos eu me deslocava para cozinha e tentava ler aquele relogio de ponteiros bagunçados. Eu devia ter me agarrado, sim, eu devia ter ficado presa a ele e todas suas lembranças, mas quando dei por mim, ele já havia sido aposentado.
É duro, é duro saber que o tempo passa, porque eu infelizmente não consigo entender isso, é tudo tao depressa, e por mais que precise de calma, o tempo nao para. Eu olho para as horas e pergunto se ela poderia me devolver o tempo que robou, mas ela na maior arrogancia, acelera e me desilude.
As pessoas mudaram, seus ponteiros se desajustaram, sumiram do meu tempo. Como puderam? Eu sempre estive as observando e de uma hora pra outra já não estavam mais aqui. Devolva-as, são minhas... não, ele nem me deu ouvidos, o tempo continuou sem tempo para meus problemas. Aos poucos eu começei a me conformar, entendam "conformar", não aceitar. Enquanto eu procurava entender tudo isto, alguns minutos cresciam nesse relogio, e futuramente virariam horas cruciais na minha vida.
São 17:26 do dia 17 da janeiro de 2011, eu sinto como nunca meu coração bater e sei que tempo é loucura.

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