sexta-feira, 2 de julho de 2010

Da minha janela

Da minha janela, eu vejo o mundo lá fora se alternar em cores, uma hora escuro, logo claro e de novo escuro, e assim o tempo passa, seguindo essa mesma alternância. Vejo da minha janela, outras tantas janelas, que parecem viver baseadas nessa costumeira aparição, sem nenhuma perspectiva, ou simplesmente entregues ao fato de que a escuridão tratara de acolhe-las. Sem nenhum interesse, repetidas janelas parecem não dar muita importância aos diferentes contrastes entre o claro e o escuro, e tudo que ali se ofusca. Nada muda a rotina daquelas velhas janelas, que se afogam em uma passagem de tempo, marcada pela mudança de cores, cores simplesmente ignoradas... Janelas, janelas, uma porta pro mundo, fechada para dentro, onde nada entra, só o raiar do dia e o silêncio da noite, fico eu, a espera de um arco-íris.

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