sexta-feira, 2 de julho de 2010

Protagonista de um filme inutil.

Desde que percebi ser personagem de um filme bibliografico, não consegui mais realizar meu papel direito, pareço agora esta preocupada com um certo telespectador, o qual andava ali, me observando, assistindo a todas minhas interpretações, a cada encenação. Mas o que posso fazer?! Desde que o roteiro saiu das minhas mãos e foram parar nos olhos de quem puder ver, estive sujeita a criticas ...
No fundo, no fundo, aquele garoto me chamou mais atenção do que qualquer um, não queria agir feio pra ele, algo me fazia sentir vergonha: como agir? como agir? Me importunava a minha mente. Esse papel de atuar, ja exige de mim a espontaneadade de agir sendo sem ser, saberia eu não ser, sendo? Seria agora o fim de meu papel como atriz? Seria a decadencia de uma carreira? A carencia de uma vida? Mas e todos aqueles roteiros, e todos aqueles planos? Por um instante me vi perdida, e vi meu filme passar por mim, e ainda mais, vi meu fim, um fim que não poderia escrever, um filme que não pude descrever...
De repente, ele chegou do meu lado e perguntou se estava bem, fiquei sem graça, ajeitei meu cachecol, deveria está parecendo uma louca na rua, girando em volta de mim mesma, me fazendo perguntas, droga, que boba que sou! Então, segurou no meu ombro e soou uma cantada, que por mais idiota que pareça, foi a melhor coisa que ele poderia ter dito.
- "Não importa como o filme termine, se estou com você sempre terá um final feliz."

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