E esse foi o diagnostico final. Uma doença terminal, sem cura.
Eu, que sempre fui saudável, nunca tive demais problemas; uma gripinha ali, um resfriado aqui, coisas totalmente normais, como poderia ter chegado a esse ponto? Como algo de tão grave poderia ter me acontecido? Pensava, enquanto o médico ia se levantando e explicando coisas que eu, sinceramente, não estava dando a mínima para entender. Não queria ouvir novamente essas desculpas esfarrapadas de médico que não sabe a cura mas tenta usar a psicologia como remédio. Bah! Façam-me o favor.
Então, depois de toda essa faladeira, ele se dirigiu a porta e querendo me expulsar do consultório de uma forma educada, disse:
- Desculpe-me, mas não esta ao meu alcançe resolver seu problema. Talvez se...
Foram as ultimas palavras que consegui ouvir. No corredor estava muito barulho e eu andava depressa, só pensando em chegar logo em casa, descansar, tentar me acalmar e por fim, entender tudo que estava acontecendo.
Depois de muito pensar e repensar, resolvir ir mais uma vez ao ultimo médico. Ele, já impaciente com a minha importunancia, logo me disse:
- Desculpe-me minha senhora, mas ja lhe disse que não posso resolver o seu caso. Sou cardiologista, sei que sofres do coração, mas sofrer de amor.
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