sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Tranquilidade por favor

Era um dia bonito, mais um dia como todos os outros 364 dias do ano, em que se tem dia e noite. Mas era um dia monotono, agua com açucar, colher de chá, um dia sem tempero, sal, sem graça, sem nada. Eu estava sentada na minha escrivaninha olhando pras mil folhas em branco, pensando em poder utilizar-me de apenas uma, só pra expressar o meu tédio... Mas o mar nao estava pra peixe e eu so consegui me irritar com aquelas folhas, saí amassando todas, derrubando meus objetos inuteis das estantes e qualquer coisa absurda que expressasse meu excesso de raiva. Não, não se questionem, "Mas meu deus, tudo isso so por que nao conseguiu escrever?"
É aprendendo com suas reações que você aprende a lidar com a dos outros, eu vi em mim, o ódio tomar conta, ódio de ter nascido, de estar viva, de ter folhas brancas pra escrever e nao sair nada, odio da minha personalidade, dos meus amigos, dos meus inimigos, do vento, do sol, da chuva, da hora errada que as coisas sempre acontecem, odio de tudo, absolutamente tudo. A mesma pergunta que qualquer uma se faz me vendo ter esses ataques, é a que eu me faço, "mas por que?"
Tambem não sei, não sei me controlar, não sei medir as consequencias, muito menos meus atos, sou uma tremenda filha da puta que reclama de boca cheia.
Apropósito, eu odeio tentar escrever e não conseguir!

Nenhum comentário:

Postar um comentário