Eu lhe perguntei onde estava a felicidade, ela sorriu, continuou bordando, quantos e quantos bordados, todos tão bem feitos. Eu esperei um pouco, mas ela continuo sorrindo em silencio, então eu repeti a pergunta, ela parou de sorrir e me olhou fixamente nos olhos, eu fiquei um pouco sem reação mas nao desviei o olhar. Ela abaixou a cabeça e continuou a bordar, me entregou um de seus bordados, sorriu e entrou em sua casa sem uma unica palavra.
Bom, eu tambem não iria ficar enchendo a senhora com minha procura absurda, resolvi seguir em frente... Mais adiante encontrei um velho, um senhor barbudo, aparentava uns 90 anos bem vividos. Eu sorri, fiz-lhe os comprimentos e perguntei-lhe sobre a felicidade, onde podia encontra-la, então ele segurou minha mão, seus dedos asperos da vida ainda transmitiam um toque macio, confortavel... Eu não entendi muito bem, mas deixei pra lá, tinha pressa, agradeci e continuei andando.
Então eu encontrei um casal de jovens, caminhando, sorrindo, se abraçando, um casal que esbanjava amor. Olhava eles dois e admirava a graça de se estar apaixonado, então eu perguntei onde eles haviam encontrado a felicidade. Primeiramente eles riram, acho que não levaram muito a sério, depois eles perguntaram se eu era louca, eu disse que não, oras, fiquei séria e retruquei que só queria saber onde estava a felicidade. Pareciam tão felizes, achava que podiam me ajudar.
Bom, não foi uma conversa muito longa, nem ao menos produtiva, deixei eles irem, estavam um pouco assustados...
Então, parei minha procura, parei toda essa idiotice, parei com metaforas, parei com os pés no chão. Sabe, é dificil perceber mnha fragilidade, porque minha felicidade se esconde a frente dela e o amor por trás de tudo, como sempre. No fundo, no fundo, era ele que estava procurando, era ele quem estava procurando, e todos sabiam.
Nenhum comentário:
Postar um comentário