quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Quando é verdadeiro

Era uma tarde chuvosa, convidativa para um filminho a dois e muito romance. Eles já haviam marcado de se encontrar nesse final de semana há uns 3 dias. Ele ligou pra ela lhe implorando desculpas, porque infelizmente ele não poderia encontra-la, já que sua mãe lhe obrigou a ficar em casa fazendo a porcaria da lição. Como boa namorada que é, lhe compreendeu.
Se passaram alguns dias e eles estavam um pouco afastados, ele andava cheio de tarefas, sempre se dizia sem tempo, ela tentava entender mas mesmo assim descordava. Os encontros sumiram, nem se quer iam ao mesmo ponto de encontro, procurar um pelo outro. Um banco no jardim delta.
Com saudades, ela resolveu fazer uma surpresa pra ele, apareceu em sua casa, havia alugado um filme para finalmente terem sua tarde romantica. Ele a explicou que precisava estudar, ela compreendeu e lhe disse que tudo bem, ficava assistindo o filme enquanto ele revisava a matéria, o que ela queria mesmo era estar com ele. Infelizmente, ela só obteve seu silencio diante de tantas pequenas declarações. Eu percbi nitidamente em seus olhos, as suas lágrimas, ela segurava o choro, mordia os lábios, no fundo dava pra entender sua vontade de rasgar todos aqueles papeis e mandar ele lhe dar ao menos um pouco de sua atenção, mas se conteve em terminar de assistir o filme e tentar lhe roubar um beijo sem graça.
Dai em diante, as coisas so pioraram. Ele não ligava mais pra ela, nem procurava saber como estava ou qualquer coisa minima do tipo, parecia diversas vezes que ele simplismente a ignorava, como se nao existisse.
Um dia, pra mim o dia mais triste de todos, eu a vi saindo pra fazer compras no shopping, sinto que ela queria distração já que sua cabeça girava sem entender o motivo do esfriamento tão repetino de seu namorado. Pocha, me da pena só de lembrar ela enxergando ele e mais uma garota, os dois rindo, eram bonitinhos, mas se tornavam horrosos diante da situação. Ela estava sem reação coitada, era uma mistura de desespero com tristeza, horrivel.
Ela passou dois dias enlouquecendo em casa, esperando a todo custo uma ligação se quer, mas infelizmente, ela so chegou no terceiro dia. Ele telefonou-lhe perguntando como estava, ela disse que bem, segurava algumas lágrimas, ele pediu desculpas por terem estado tão pouco tempo juntos, ela simplismente disse tchau e desligou. Depois disso não atendeu mais nenhuma chamada e foi pro banco da praça, ter uma tarde nostalgica. Se eu nao me engano, depois desse dia, ela passou a frequentar aquele local, todos os outros. Mas a tragédia quando é pouca, é bobagem. Ela avistou eles dois novamente, como um casal, aquela garota ao seu lado parecia querer rouba-lo. Eu queria poder abraça-la, dizer-lhe para nao tomar conclusões preciptadas, afinal ele ainda me parecia ama-la, só estava um pouco distante. Mas acho que a pedrada foi forte demais, eu vi o coração dela se despedaçando, eu a vi se despedaçando. Levantou daquele banco com o horror de todo tempo em que esteve sentada ali.
Se passaram uns 3 a 4 dias depois disso. Ele já estava aparentemente com muitas saudades e sinceramente, acho que nem percebeu o que tinha feito, talvez ela sentisse muita necessidade dele e ele nao estava tão atento a isto. No fundo, eu nao vi maldade. Mas para uma observadora como eu, é bem mais facil julgar. Eu acompanhava toda a historia e sabia que aquela menina com ele, não passava de uma boa amiga e que sua intenção nunca foi ignora-la. Burro, mas é um burro, homens nunca prestam atenção nos minimos detalhes. Não fazem idéia de que são eles que mudam o mundo de uma garota.
Depois de muito, sua ficha havia caido por completo, mas ela ja nao atendia mais suas ligações, inventava sempre desculpas para nao ve-lo e assim foi. Então, eu o vi na mesma situação que ela, estava la, indo em direção aquele banco, para ter as mesmas sensações nostalgicas.
O amor é incrivelmente lindo, ela estava lá, sorrindo.

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