quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sem abrir os olhos

Os bons tempos vão, as tempestades chegam e nós ficamos recolhidos em nossas casas esperando que tudo se acalme. Abrimos a porta levemente, só para ver a destruição la fora, sabemos que  as nossas construções foram abaladas mas continuamos nelas, esperando que alguem se importe e nos peça pra sair.
Não adianta, enquanto o vento sopra toda a dor la fora, eu sinto um furacao me esfriando aqui dentro. Não é que me falte um abrigo, é que eu prefiro nao ter moradia. Eu posso me esconder no telhado e me proteger com o céu, não ha perigo... bem distante de tudo, ainda há uma parte virgem do mundo. É para lá que eu olho toda vez eu vejo a imensidão do meu céu.
Então, o vento sopra e me lembra que eu estaria sendo uma covarde fugindo de tudo.

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