terça-feira, 15 de março de 2011

Refletindo.

Dois cacos de vidro quebrados de um mesmo espelho. Todos os outros infinitios pedaçinhos não chamavam atenção se não para o perigo. Mas estes dois, eram os maiores. Peguei com cuidado cada um deles, como um quebra cabeça girei-os de todas as maneiras possiveis para que pudessem me refletir. Não se encaixavam de forma alguma, um pedaço muito cheio de pontas e o outro tão deformado. Nem parece que se partiram do mesmo espelho.
A essa hora, não havia mais luz para me olhar por pequenos fragmentos e me reconhecer. Aqueles vidrinhos espalhados só me desesperavam, a lamparina queimava o tempo no quarto. Não havia no que eu me encontrar, a essa hora ja havia perdido toda a minha imagem.

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