Orgulhosa, careta, correta, ciumenta, meio termo, oito ou oitenta. Fiz tudo pelo avesso, me vesti observando meu reflexo. Sai pela janela... Tantos caminhos, escolhi logo a estrada errada. Com os olhos atentos, estava mais que cega. Em um discurso tão correto, faltou ideologias. Com tanta contradição dentro de mim, me guiei pelo que falou mais baixo, enquanto tentava calar o que gritava.
Mas não consegui esconder meu sentimentos, não consegui conter as lágrimas, os excessos de raiva, toda minha emoção tão a flor da pele. Amante do amor, encontrei quem casasse comigo, casamento provisório, beira de estrada, acabou sem que a morte separasse... Então me mandaram seguir, e eu sempre incerta, parei.
Nunca um plural, nunca a gente, sempre eu, e ele. É vergonhoso amar? Uma pena, eu amo. E por mais que eu tente ignorar, não há presença maior que a ausencia.
Então é verdade, ficamos feridos para não nos machucarmos. De uma forma ou de outra, as vezes eu penso se o fim é realmente este, ou onde ele se colocou. Faltou sentir, sentir de verdade. E eu sinto muito.
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