terça-feira, 9 de outubro de 2012

Quero me desfazer em graos de areia, sendo arrastada aos poucos pelo vento rumo ao mar... Deslizar entre os pes descalços que me percorreriam, me levariam para tantas direçoes. Nessa ilha deserta onde ninguem pisa, cheguei aqui esperando um "nao me incomode", mas por favor, nao aguento mais essa sensaçao de vazio, me incomode so um pouquinho.
As ondas agora me dao uma certa tontura, sao tao repetitivas no seu movimento, fizeram questao de salgar ainda mais essa angustia. Mas ate que por pouco este inferno nao se tornaria um paraiso de desobrigaçoes, mas esta tao deserto de tudo... Eu so queria a calma, nao era assim que eu gostaria de estar.
Quando finalmente as ondas se agitaram, era uma tsunami, um caos, eu pensei que fosse me afogar, me transformar em um grao de areia buscando a imensidao, finalmente, mas nao... simplismente nao mudou nada. Continuei encostada naquele coqueiro ja sem cocos, aquilo me pareceu engracado somente. E ate irritante por nao ter mesmo conseguido mudar nada.
Depois de muito tempo, um simples barco a vela veio atracar na minha imensidao de nada, tinha uma luz fragil que brilhava como uma estrela no ceu naquela escuridao triste da noite. Entrei esperando que o mundo me convidasse novamente a vida, mas simplismente me ofereceram uma toalha para eu me aquecer, e eu achei isso tao mediocre. Deveriam me contar historias, me mostrar mapas, suas rotas, seus planos...  Ou poderiamos acender uma fogueira e rezar por uma viagem tranquila. Pensei em dizer que eram pessoas tristes, mas nunca acreditariam que eu consegui ser feliz tao distante de tudo.

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