sexta-feira, 2 de julho de 2010

Gaiola de solidão

Ando me sentindo como um passarinho na gaiola, meus vôôs estão cada vez mais presos, mais rasteiros, mais sem graças, meus pés cada vez mais no chão, logo eu, que fui feita pra voar... Para alcançar o céu nas asas das poesias, e descansar na terra as inquietitudes das minhas palavras. Eu, que nunca pertenci a nada, agora me pergunto, se robei algo que não era meu, vooei aonde não podia. Porque qual seria o motivo para terem me prendido? Para terem roubado meus sonhos e aprisionado minha inspiração? Roubado a graça de um passaro livre na imensidão?E meu direito de liberdade?
-Ah, ele?! Bateu asas e voou.

Um comentário:

  1. Ah cara, poderia tentar expressar a emoção de ler isso por milhões de maneiras mas não há uma melhor a não ser: Simplesmente Lindo! Adorei

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